É bem provável que você leitor já tenha passado por alguma situação, no mínimo inconveniente, provocada por visitas indesejáveis, de seguidores de modalidades religiosas quaisquer: mórmons, testemunha de Jeová, Assembléia de deus, de catolicismo vendendo santinhos até espíritas pedindo doações.
A pessoa religiosa nem se apercebe do desrespeito ao invadir nossos lares ,sem pedir licença, para nos oferecer justamente aquilo que não desejamos: deuses, promessas infundadas e convites para cultos milagrosos. Grande parte deste intrometidos são evangélicos.
Com a faculdade de quem pode e tem o direito de opinar, penso que a religião e seus dogmas, cultos ,deveriam ser professados, exercidos, numa espécie de “subterrâneo”, ou templo isolado, onde os participantes poderiam ficar à vontade para “extrapolarem”, exagerarem, seus métodos rituais, ficando restritos apenas aos congregados. Após estes cultos, ninguém mais deveria falar a respeito, a não ser que indagado. No máximo, comunicado o que lá havia, sem implorar conversão de nenhuma outra pessoa. Seria o ideal! Mas os “fiéis” não se conformam em exercer suas crenças. Tentam empurrar estas “idiotices”, “bizarrices” sem sentido, à força, nas nossa mentes e não aceitando a concepção de que somos livres das suas alienações mentais. Para eles, somos um rebanho a ser conquistado, para aumentar o número e o dízimo. Não aceitam nosso discernimento em não acreditar em deuses! Daí, a sugestão de não nos importunar.
Teríamos, assim, a liberdade de culto e do “nao culto”, direito de não crer. Muito diferente do que ocorre nos dias de hoje, no Brasil, com igrejas barulhentas, poluição visual, referentes a alguma fé particular. É um comentário pessoal, porque a mim afeta consideravelmente, os exageros dos teístas:
- Panfletagem de textos bíblicos – lixo, como se fosse boa leitura!;
- Frases religiosas em placas, faixas, camisetas: “Deus é fiel” – não quero saber, não existe e nem vou casar com ele!;
- Carro de som anunciando que deus e Jesus vão queimar tudo – São incendiários?
- Em quase toda “KOMBI” lotação: “Propriedade de Jesus” – Ele é dono de concessionária? Então crente anda gratuitamente?
- Nos discursos, em nome de todos, há sempre o desfecho com agradecimento a deus – e ele ajudou a realizar os objetivos?
- Em praças de bairros pobres é normal um pregador com microfone e caixa de som gritando que Jesus vem – sem saber qual a data e em que modalidade de transporte!
- Em carros caindo aos pedaços, négócio de esquina:”Quando Deus quer, é assim” -nem precisa comentários…(risos);
-Além das esquisitices e simplórias manifestações, há as visitas sobre as quais irei exemplificar adiante
Caso 1 -
Uma ocasião, uma moça de vestido longo entrou no prédio onde eu morava, desejando me mostrar as maravilhas de Jeová.
Eu falei ironicamente:
-Olha, eu não o conheço, ele não mora aqui.
Ela então respondeu:
-Não acredito que não conheça Jeová, o que está no Alto.Ele mora lá – apontando pro céu com o indicador. Com um movimento brusco de cabeça, olhei imediatamente pra cima e comentei:
- Não. Não estou vendo ninguém. Ele é pára-quedista? Como pode ali morar, sem cair?
Foi o suficiente para um rapaz, que a acompanhava, xingar-me e arrastar com violência a menina, do prédio. Até que foi resolvido rapidamente.
O que causa espanto, é o fato de não podermos exercer nosso ateísmo tranquilamente.
Caso 2
Coloquei, no meu próprio veículo um adesivo com os dizeres: “Jesus salva, que passa para Moisés, que bate e é GOOOOOOOOL”. Uma figura mostrando a bola entrando!
Foi engraçado, muito embora temeroso! Belo dia, estacionei meu carro num bairro pobre, quando voltei presenciei duas pessoas rezando e tentando rasgar, arranhar o adesivo, proferindo ferozmente:
-Demônio, sai deste carro! Está amarrado em nome de deus!Ficaram batendo no carro até eu reclamar e eles sairem.
Há inúmeros outros casos parecidos, onde se revela uma intromissão, invasão desrespeitosa por parte destes alienados. Será que eu não tenho o direito de por no meu veículo, um slogam que eu desejar? Somos massacrados, diariamente, com tanta propaganda enganosa teísta ,sem nada reclamar. Eu não pedi para exorcizarem o veículo, nem tirarem os “demos” improváveis dele.
Significa que sou refém da boa vontade de um crente qualquer: como se precisasse de favores e permissão , sob a condição da violência, de colocar um simples “slogan”, mesmo que este não fosse assim tão depreciativo à imagem de deus.
Caso 3
Meu irmão, revoltado com tanta propaganda de deus, resolveu colocar uma frase no seu caminhão : “Filho do Diabo”. Os amigos dele quase cortaram as relações, até então amistosas. Queriam proibi-lo de tal “crime”. Imaginem!
Atitudes como esta, como o fez o leitor Antônio Soares aqui no blog, nos revolta e nos faz agirmos com mais radicalismo e desprezo aos religiosos “xiitas”. As insistências teístas beiram a intromissão no direito de ir e vir, pensar e expor nossas idéias.
A moralidade atéia é mais aceitável, embora saibamos, seja relativa. Nunca vimos ateus invandindo os espaços religiosos, tentando convencê-los de que deus não existe. O máximo que fazemos é mostrar idéias claras acerca de qualquer assunto. Já falei anteriormente, em discussões, que ateísmo é uma busca e realização pessoal, individual. A própria pessoa poderá entender, por métodos particulares, os meandros da racionalidade que a leva a uma compreensão mais lógica da realidade. Nunca convertemos ninguém, a própria pessoa é que vislumbra o real, em detrimento do imaginário impossível. Esta inadequação à racionalidade é que o leva a não mais suscitar a idéia de um deus.
Abraço a todos!
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