Desrespeito Teísta e Invasão da Intimidade!

É bem provável que você leitor já tenha passado por alguma situação, no mínimo inconveniente, provocada por visitas indesejáveis, de seguidores de modalidades religiosas quaisquer: mórmons, testemunha de Jeová, Assembléia de deus, de catolicismo vendendo santinhos até espíritas pedindo doações.

A pessoa religiosa nem se apercebe do desrespeito ao invadir nossos lares ,sem pedir licença, para nos oferecer justamente aquilo que não desejamos: deuses, promessas infundadas e convites para cultos milagrosos. Grande parte deste intrometidos são evangélicos.

Com a faculdade de quem pode e tem o direito de opinar, penso que a religião e seus dogmas, cultos ,deveriam ser professados, exercidos, numa espécie de “subterrâneo”, ou templo isolado, onde os participantes poderiam ficar à vontade para “extrapolarem”, exagerarem, seus métodos rituais, ficando restritos  apenas aos congregados. Após estes cultos, ninguém mais deveria falar a respeito, a não ser que indagado. No máximo, comunicado o que lá havia, sem implorar conversão de nenhuma outra pessoa. Seria o ideal! Mas os “fiéis” não se conformam em exercer suas crenças. Tentam empurrar estas “idiotices”, “bizarrices” sem sentido, à força, nas nossa mentes e não aceitando a concepção de  que somos livres das suas alienações mentais. Para eles, somos um rebanho a ser conquistado, para aumentar o número e o dízimo. Não aceitam nosso discernimento em não acreditar em deuses! Daí, a sugestão de não nos importunar.

Teríamos, assim, a liberdade de culto e do “nao culto”, direito de não crer. Muito diferente do que ocorre nos dias de hoje, no Brasil, com igrejas barulhentas, poluição visual, referentes a alguma fé particular. É um comentário pessoal, porque a mim afeta consideravelmente, os exageros dos teístas:

- Panfletagem de textos bíblicos – lixo, como se fosse boa leitura!;

- Frases religiosas em placas, faixas, camisetas: “Deus  é fiel” – não quero saber, não existe e nem vou casar com ele!;

- Carro de som anunciando que deus e Jesus vão queimar tudo – São incendiários?

- Em quase toda “KOMBI” lotação: “Propriedade de Jesus” – Ele é dono de concessionária? Então crente anda gratuitamente?

- Nos discursos, em nome de todos, há sempre o desfecho com agradecimento a deus – e ele ajudou a realizar os objetivos?

- Em praças de bairros pobres é normal um pregador com microfone e caixa de som gritando que Jesus vem – sem saber qual a data e em que modalidade de transporte!

- Em carros caindo aos pedaços, négócio de esquina:”Quando Deus quer, é assim” -nem precisa comentários…(risos);

-Além das esquisitices e simplórias manifestações, há as visitas sobre as quais irei exemplificar adiante

Caso 1 -

Uma ocasião, uma moça de vestido longo entrou no prédio onde eu morava, desejando me mostrar as maravilhas de Jeová.

Eu falei ironicamente:

-Olha, eu não o conheço, ele não mora aqui.

Ela então respondeu:

-Não acredito que não conheça Jeová, o que está no Alto.Ele mora lá – apontando pro céu com o indicador. Com um movimento brusco de cabeça, olhei imediatamente pra cima e comentei:

- Não. Não estou vendo ninguém. Ele é pára-quedista? Como pode ali morar, sem cair?

Foi o suficiente para um rapaz, que a acompanhava, xingar-me e arrastar com violência a menina, do prédio. Até que foi resolvido rapidamente.

O que causa espanto, é o fato de não podermos exercer nosso ateísmo tranquilamente.

Caso 2

Coloquei, no meu próprio veículo um adesivo com os dizeres: “Jesus salva, que passa para Moisés, que bate e é GOOOOOOOOL”. Uma figura mostrando a bola entrando!

Foi engraçado, muito embora temeroso! Belo dia, estacionei meu carro num bairro pobre, quando voltei presenciei duas pessoas rezando e tentando rasgar, arranhar o adesivo, proferindo ferozmente:

-Demônio, sai deste carro! Está amarrado em nome de deus!Ficaram batendo no carro até eu reclamar e eles sairem.

Há inúmeros outros casos parecidos, onde se revela uma intromissão, invasão desrespeitosa por parte destes alienados. Será que eu não tenho o direito de por no meu veículo, um slogam que eu desejar? Somos massacrados, diariamente, com tanta propaganda enganosa teísta ,sem nada reclamar. Eu não pedi para exorcizarem o veículo, nem tirarem os “demos” improváveis dele.

Significa que sou refém da boa vontade de um crente qualquer: como se precisasse de favores e permissão , sob a condição da violência, de colocar um simples “slogan”, mesmo que este não fosse assim tão depreciativo à imagem de deus.

Caso 3

Meu irmão, revoltado com tanta propaganda de deus, resolveu colocar uma frase no seu caminhão : “Filho do Diabo”. Os amigos dele quase cortaram as relações, até então amistosas. Queriam proibi-lo de tal “crime”. Imaginem!

Atitudes como esta, como o fez o leitor Antônio Soares aqui no blog, nos revolta e nos faz agirmos com mais radicalismo e desprezo aos religiosos “xiitas”. As insistências teístas beiram a intromissão no direito de ir e vir, pensar e expor nossas idéias.

A moralidade atéia é mais aceitável, embora saibamos, seja relativa. Nunca vimos ateus invandindo os espaços religiosos, tentando convencê-los de que deus não existe. O máximo que fazemos é mostrar idéias claras acerca de qualquer assunto. Já falei anteriormente, em discussões, que ateísmo é uma busca e realização pessoal, individual. A própria pessoa poderá entender, por métodos particulares, os meandros da racionalidade que a leva a uma compreensão mais lógica da realidade. Nunca convertemos ninguém, a própria pessoa é que vislumbra o real, em detrimento do imaginário impossível. Esta inadequação à racionalidade é que o leva a não mais suscitar a idéia de um deus.

Abraço a todos!

 

Que tal um corpo novo?

No filme O Sexto Dia, indivíduos são clonados e quando mortos tem suas memórias implantadas nos corpos de seus clones. Esse processo lhes dá uma sobrevida. Como uma espécie de transplante de corpo, perdendo-se apenas as memórias vividas após o momento em que sua mente fora copiada.

Salva-se as memórias do indivíduo num disco rígido e pronto. Quando ele morrer, basta cloná-lo e restaurar suas memórias no corpo novo.

Esse filme, assim como outros do tipo, me fizeram pensar.

O que nos caracteriza como indivíduos? Seria possível transplantar a mente de uma pessoa em um outro corpo? Salvá-la em um disco rígido? Restaurá-la num corpo zerado?

Um teísta se perguntaria: Para onde iria a alma nesse caso? Seria ela que estaria sendo transplantada? Ou o novo indivíduo seria um desalmado? Se fosse mesmo um transplante de alma, o que dizer de casos como o que ocorre no final do filme, em que a mente gravada é transplantada no novo corpo enquanto o velho ainda está vivo? Se o novo indivíduo é um desalmado, o que dizer do personagem principal, que descobre ser também um clone que recebeu uma cópia da mente de um indivíduo ainda vivo? Só resta uma opção então? A alma não é copiada e cada clone possui a sua?

Claro, para nós ateus, não há nada equivalente ao que os teístas chamam de alma, ou espírito. O mais próximo disso que podemos encontrar é a nossa conciência (ativa), ou nossas memórias (latentes).

O que me dizem a respeito? Imaginam que tal façanha possa um dia ser mesmo realizada pela ciência? Ou jamais passará de ficção? E como vocês responderiam às questões propostas?

ATUALIZAÇÃO:
Este post foi escrito com 3 semanas de antecedência, e por uma incrível coincidência, o filme citado foi exibido na TV aberta neste último domingo, 6 de Dezembro.
Apesar de ter citado este filme, não foi ele que me inspirou a escrever este post, mas sim um fato ocorrido no final da terceira temporada do seriado Heroes. Como o filme deve ser bem mais conhecido pela maioria dos leitores, preferi usá-lo como exemplo.

http://despindomitos.blogspot.com/

Porque é preciso ter medo

01h50min pelo horário brasileiro de verão. Acabei de chegar do cinema, onde fui ver Atividade Paranormal e estou escrevendo o post dessa terça-feira para ser publicado sem revisão. Os erros não serão corrigidos.

Não estou escrevendo cansado e com sono para dizer se o filme é bom ou ruim, se vale ou não o ingresso. Não sou crítico de cinema. E também não aconselho ninguém a ir ou a deixar de ir ver um filme por conta das críticas que os críticos de cinema escrevem.

Eu estou escrevendo cansado e com sono apenas para dizer que eu senti medo. Mas somente porque foi justamente para isso que eu fui ao cinema: para sentir medo. Se eu não estivesse a fim de me apavorar com os registros em vídeo caseiro de uma assombração, eu teria ficado aqui mesmo. Se eu fui, e se fui para sentir medo, precisei entrar no jogo.

E o jogo é relativamente fácil de se jogar. Basta acreditar que existem demônios, forças sobrenaturais, outras dimensões, tudo aquilo com que a minha doutrinação católica impregnou meu cérebro durante a minha infância. Essa parte continua comigo e ativá-la não é muito difícil: é só fechar os olhos à realidade. E tendo feito isso, o filme se encarregou do resto.

Felizmente, eu posso dizer que a minha condição normal é a de olhos abertos. Um ateu é um “buda”, alguém que está “desperto”. Não fosse isso, eu estaria em maus lençóis, porque, atualmente (e temporariamente), estou dormindo num prédio isolado, velho e sombrio, cheio de escadas, sem mais ninguém no mesmo andar, e sem ninguém no andar de baixo, e sem ninguém no andar de cima. Um lugar perfeito para fantasmas e demônios. Mas… desde que me descobri ateu, nunca mais vi esse tipo de coisa. Nada de sombras, nada de vultos, nem barulhos estranhos, nem ninguém para puxar meu pé no escuro…

Apreciar um filme como Atividade Paranormal é pra mim uma experiência religiosa, porque eu sinto, de novo, o que significa “acreditar”, o que significa “crer”. E, assim, passo a entender mais e melhor os crentes cristãos e os religiosos como um todo, pois eles vivem uma vida inteira dentro de um filme de terror, assombrados por demônios, fantasmas, castigos, pecados e punição. Uma vida amaldiçoada, que eles não veem a hora de deixar para entrarem numa outra.

Eu, ateu; eu, desperto; eu, que rejeito o Deus cristão; eu, que não aceito Jesus Cristo como meu salvador; eu, que renego o Espírito Santo e que cometo o único pecado que não é passível de perdão; eu vivo uma vida maravilhosa, sem medo, sem demônios, sem fantasmas e sem infernos.

Morram de inveja!

E SE ALGUÉM ACENDER A LUZ?

Desconfio de uma grande tolice. A da religião ao acreditar que as pessoas sejam fiéis aos preceitos por ela legitimados. Os crentes, suspeito, apenas usam os dogmas. Usam como um artifício de proteção. As crenças oficiais apenas justificam a vida dos crentes. São todos, na verdade, rebeldes. Com as luzes apagadas.

Explico. Nós, evangélicos, afirmamos ser a Bíblia nossa regra de fé e prática. Declaramos a quem reivindicar nossos pressupostos de fé que o texto sagrado é infalível e sua inerrância nossa garantia por excelência. Sem gaguejar, confessamos nossa confiança no que diz a Bíblia como sendo tudo o que de Deus foi-nos revelado. Cada palavra é a exata expressão do que Deus queria dizer, pregamos com paixão. Não dá para negar. Essa é uma expressão de fé reconfortante. Pena não corresponder ao mundo vivido dos crentes.

Na prática, desconfiamos do texto canonizado. Cada um de nós canoniza seus próprios textos. A regra, silenciosa e hábil, é a da plausibilidade. Acolhemos com devoção e folguedo os textos cuja prática fazem todo sentido. Apagamos com distração e cinismo aqueles que se mostram toscos e inverossímeis. Praticamos sistematicamente, ao menos pretensiosamente, os conselhos paulinos da promoção da alegria e rejeição da ansiedade, aos Filipenses, mas sequer nos incomodamos com a dedicação paulina à Satanás do voluptuoso que praticou incesto, com o fim de purificar sua alma, aos Coríntios.

Fazemos conviver em nosso mundo, ambiguamente, duas crenças. Aquela que nos acomoda e conforta e a outra que permeia nossa vivência. Uma, promete-nos uma vida segura, porque correta e piedosa, e a outra, convence-nos do que faz sentido. Uma, falante e retórica. Outra, silente e real. Eis a vida do religioso e sua esquizofrenia de sobrevivência. Afirma sua fé como sem dúvida. Vive a sua vida como sem fé. Na fé pronunciada, esquece-se do que vive. Na prática escamoteada, esquece-se do que confessa. Não o culpo. Ou é crente e não se suicida. Ou é honesto e relativiza seus dogmas.

Sugira a um crente evangélico que o texto bíblico é tão contingente quanto sua vida e você será tratado como uma ameaça a sua segurança. Uma bactéria herética a ser combatida com doses de antibióticos escrupulosos. Você pode lidar com a Bíblia e toda e qualquer crença como verdades contingentes, contanto que não admita. Crenças contingentes só com a luz apagada.

Verdades contingentes são aquelas crenças que podem ser verdade lá, mas podem deixar de ser aqui. Que podem ser plausíveis quando Paulo ensina aos escravos cristãos a serem bom escravos, mas não ser em nossos dias, em que a consciência dos direitos humanos expurgou a prática da escravidão. Você pode aconselhar brasileiros vitimados pelo trabalho escravo a denunciarem seus patrões como criminosos, mas ao ler a Carta a Filemon, faz de conta que “servo” não é o mesmo que “escravo”. Ao ler o milagre realizado por Jesus de transformar água em muito e no melhor vinho, faz de conta que era suco de uva e continua a apregoar seu ascetismo.

“E disse Deus à mulher: ‘Consumado o sexo oral: engula!’”


Eu mereço!

Inspirado pela ginecofobia divina mencionada no texto do Saracura, queimei alguns milhares de neurônios e consumi 2 folhas do meu caderno de anotações tentando encontrar uma abordagem interessante sobre o sexo na Bíblia que fosse chocante sem ser vulgar. Mas, depois do que encontrei hoje, desisti. Já está tudo pronto, num blog de um… crente.

O autor do blog explica tudo, da masturbação ao sexo anal, com as devidas referências aos livros, capítulos e versículos da Bíblia.

Lembra daquela máxima “O crente nunca lê na Bíblia o que ela diz; ele lê o que ele quer que ela diga“?

Pois é. Com um laptop na mão e uma ideia fixa na cabeça, dá para justificar qualquer coisa usando a palavra escrita de Deus:

“Contudo, podemos dizer com base no que foi mostrado que a Bíblia encoraja tais relações e no caso do fellatio especificamente recomenda que a parceira engula o fruto da ejaculação.”

Clique na imagem do post, acima, e divirta-se.



O Inferno de Denise

Comentário da leitora Denise (em azul) no post A Divina Revelação do Inferno:

Se vcs lessem a Biblia vcs saberiam como é o inferno. e concerteza o céu tambem.

A minha Bíblia deve ser bem diferente da sua, Denise, pois só diz coisas bem, bem vagas sobre o Céu e o Inferno. E ‘um lugar onde haverá pranto e ranger de dentes’, bem como, ‘um paraíso’, não deveriam dar a ninguém (ninguém honestamente interessado em saber) essa certeza que você alega ter.

Louvo a Deus pelo meu pastor que me ensinou a verdade e abriu meus olhos para a realidade, nao baseado em coisas de sua propria cabeça, mais na palavra de Deus.

Eu, sinceramente, ainda prefiro entender o mundo e enxergar essa realidade ‘baseado em coisas’ da minha própria cabeça, como o meu raciocínio e discernimento, a fazer isso baseado em ‘coisas’ das cabeças de uns tantos escritores supersticiosos e ignorantes de dois mil anos atrás.

nao experimentei o inferno e jamais vou pra la, porq sirvo um Deus vivo e verdadeiro, e é ele que me garante q vou passar a eternidade no Céu.

Quando você escreve ’sirvo um Deus vivo e verdadeiro’ eu me pergunto, aqui sozinho:

1) será que ela percebe que a noção de ‘vivo’ é muito objetiva, que a noção de ‘verdadeiro’ é muito subjetiva, e que o Deus cristão não preenche adequadamente nenhuma delas isoladamente, muito menos de forma combinada? A aceitar sua noção de ‘vivo’ e de ‘verdadeiro’, eu poderia dizer que o vento está ‘vivo’ e que o Pinóquio é ‘verdadeiro’.

2) será que ela percebe que em ’sirvo um Deus’, esse ‘um’ nos dá a ideia de que ela, inconscientemente, admite a possibilidade de ‘outros’ deuses?

3) será que ela leu minha série intitulada Racionalizando a Eternidade? Porque eu teria interesse em perguntar pra ela o que nenhum crente me respondeu até hoje: vais passar a eternidade no Céu fazendo o quê?

Vcs falam isso mais dentro de vc tem um vazio na qual so Jesus Cristo,pode preencher, ele sim liberta de todo julgo, todo pecado e te toda incredulidade.

Frases, frases, frases… Depois que a gente aprende a falar, a gente fala; depois que aprende a escrever, a gente escreve. É isso…

saiba que Deus te escolheu desde o ventre de sua mae, outra pessoa poderia ter nascido em seu lugar mais ele quis vc, reconheça isso, ainda a chance de vc reconhecer que ele é o unico Deus, e saber q ele nao é uma mera fantasia e nem MULA…. e sim o Deus q criou vc.

Se Deus quisesse que nascesse uma determinada pessoa e não outra pessoa, acho que ele, sabido como ele só, deveria ter projetado o homem para ejacular um espermatozoide por vez, né não?

ele sim écapaz de mudar sua historia, e sua maneira de pensar…

Eu aposto como ele não pode. Fala pra ele.

procure uma igreja evangelica mais proxima de sua casa, nao deixe que sua ignorancia atrapalhar vc ter uma vida diferente.

Nossa, mas minha vida tá tão boa! Mas se eu mudar de ideia, poderia ser uma igreja de Mórmons, ou eles estão adorando o deus errado?

EM BREVE TEREI UMA BOA NOTICIA DE QUE VC SE CONVERTEU AO DEUS VERDADEIRO E VC VAI JUNTO COMIGO VAI SER TESTEMUNHA DO AMOR DELE. DEIXE O ORGULHO DE LADO…

ABRAÇO PARA TODOS,

QUE JESUS TE ABENÇOE E FAÇA DE VC UM MAIS QUE VENCEDOR EM CRISTO.

COLOQUE CRISTO NA SUA CABEÇA E CORAÇÃO, E TERAS A CERTEZA DA SUA SALVAÇÃO.

VCS SÃO MUITO ESPECIAIS PRA JESUS.

TCHAU!!!! benção do Senhor Jesus Cristo!! (e nao do adversario)

bjusssssssssssssssss

fiquem com Deus!

Não. Acho melhor levar Deus com você. Pra mim, ele é completamente desnecessário.


Barros, a mulher e o jumento

A Bíblia é um Self-service foi um dos primeiros textos que escrevi, e cada vez que um cristão me aparece tentando expor seus “argumentos”, eu sempre me convenço, mais ainda, de que é preciso muita cegueira intelectual para não perceber a desonestidade que é necessária para sustentar a fé em Deus.

Eu já publiquei a definição de Inferno tal como é entendida pelos seguidores da Igreja da Vida Cristã. Segundo essa igreja, o Diabo não existe mais. Como que eles sabem disso? Simples: está na Bíblia. Bem aqui:

Hebreus 2:13 “Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também Ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo”.

É isso. O Diabo e o Inferno são invencionices para assustar os seguidores de outras igrejas que não a Igreja da Vida Cristã. Eles, bem como a leitora que me enviou a definição, não temem inferno algum: já estão salvos. Como que eles sabem que estão salvos? Simples (sempre é): está na Bíblia. Bem aqui:

Efésios 2:8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”.

E, assim, os cristãos prosseguem fundamentando o universo de acordo com umas tantas frases soltas pinçadas do seu livro sagrado. Entretanto, quando um ateu faz uma pergunta um tanto quanto inconveniente sobre algo também escrito lá, e que eles mesmos não conseguem engolir por ser amargo demais, aí o versículo assim sozinho, assim isolado, já não vale:

“É usar um texto fora de contexto como pretexto.”

Uma frase feita que uns religiosos sempre têm no bolso, como um Ás na manga, para se saírem de situações embaraçosas.

Como no caso recorrente do mandamento que diz: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo”, que era como se lia na minha época de catecismo. (Ao que parece, esse mandamento deve ter sofrido um tipo de reedição, pois não está mais assim, nesses termos, nas versões online que eu consultei da Bíblia.) Eu já fui expulso de uma comunidade religiosa no Orkut por conta desse mandamento (link para o texto) e, há pouco, um leitor do blog me veio com outra controvérsia (ou a mesma!) sobre o tema:

Ele escreveu “DESCIMO MANDAMENTO::::::: Vr. 17 – Não cobiçaras a casa do teu próximo ( amor ao próximo)” querendo argumentar que todas as leis de Deus se resumem a duas: amar a Deus e amar ao próximo. Entretanto, o texto que eu copiei da Bíblia Online é mais “extenso”:

Êxodo 20:17 “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”.

Aliás, foi esse jumento aí do texto que me valeu a expulsão, citada acima, da comunidade “Eu amo e acredito em Deus” (eu também mencionei o erro de português no nome da comunidade… não foi à toa que a mulher lá me expulsou).

O leitor que escreveu sobre o décimo mandamento me respondeu que a palavra “servo” não significava “escravo”, e que a mulher era mesmo submissa por conta do pecado do qual Cristo nos livrou. “Nos”? Pode dar minha falta!

No mundo em que esse meu leitor vive, uma determinada divindade trata de assuntos que envolvem salvação ou danação eternas exclusivamente com o macho da espécie, porque a fêmea cometeu o despautério (!) de dar ouvidos a uma cobra falante e comeu uma fruta mágica.

Quanto ao verbo “cobiçar”, acho que alguém poderia concordar comigo quando eu digo que ele está semanticamente sobrecarregado: quando você cobiça o boi ou o jumento do seu vizinho, é porque você os quer para si, quer comprá-los, quer que eles sejam sua propriedade; já quando cobiça o servo, quer que ele largue o emprego na casa do seu vizinho e venha trabalhar na sua, ganhando até um salário melhor; e quando cobiça a mulher, está apenas tendo pensamentos impuros com relação a ela… o que não significa que está querendo comprá-la.

Ou isso ou Deus está listando as “coisas” que um homem possui e que não devem ser invejadas por outro homem: a casa, o escravo, o gado, o jumento e a mulher.



Cordel divino (desabafo de deus no “deusilusão”)

I

Dos Confins do Céu Etéreo

umbral do leito celestial

Irado, a sentir-me mal

ao ver tanto impropério

Chega a ser bem Deletério

fazer-me um deus tão “combalido”

porque nunca fiz sentido

Improvável, Minha Existência

vocês tem, com inteligência

humilhado, me destruído

II

Tudo bem, eu sou um deus

que não aceita admoestação

Nem sequer aceito um “não”!

Atos e Obras, todos meus

E vocês que são ateus

Não querem ser meus discípulos

Deixem, ao menos os “ridículos”

Dos crentes a me “bajular”

Mentes que eu fiz conquistar

Pela Bíblia, em vil  versículos.

III

A bíblia é contraditória

na  escrita e em parábola

Dá pra ver que é uma fábula

Não tem sentido, na História

Mas os bobos gritam: “Glória!”

“Hosana” pra “baboseira”

Nem por mim, esta “leseira”

deve  mostrar o tal “f’iasco”

Porque tudo aquilo que faço

Não podem chamar de “asneira “

IV

Se asneira é o que  mostrarem!

Referência aos meus “ditames”

Tenham cuidado, infames!

 mexo no que acreditarem

Nem o mal que imaginarem

É o que posso cometer

Pragas, maldades, vou fazer

Jorrar sobre os “Fariseus”

E nem lembrarei, serem meus

filhos que deixarei morrer

V

Quando se trata de maldade

considero-me o “tal” Perito

Nem o diabo, tem o quesito

de tal perversa propriedade

causo muita atrocidade!

admito, eu sou “Turrão”

injusto, invejoso, “fanfarrão”

Já matei por ato “bobo”

que faz de mim um improbo “

ajo como se fosse um “cão”

VI

Só vendo, pra relembrar

Do Antigo Testamento

Fiz Abraão, por juramento

seu filho, sacrificar

Só pro meu ego “inflar”

E causar trauma ao menino

Porque eu já sabia, o destino

da prova, nem precisava

pois no dia, louco estava!

a provocar  “desatino”!

VII

Como vêem, na minha cabeça

Tenho desvios mentais

Não divulguem, fatos tais

Pra que o rebanho entristeça

em percebendo,  “esmoreça”

Pra tanta obscuridade

Somada a uma  crueldade

E assim ser desmascarado

sendo desmistificado :

-É balela, a divindade!

VIII

Se continuarem a escrever

com racionalidade e critério

vão destruir  meu mistério

O Céu vai enlouquecer

a ponto de se envolver

em assuntos de minha “alçada”

que eu resolva numa tacada “

Deixo o “enxofre jorrar”!

Ou um dilúvio inundar

Acabando a “palhaçada “!

IX

Este blog, no céu, é motivo

De discussão demorada

Muitas vezes acirrada

Não querem paliativo

Só algo definitivo

Barros e afins, destruição!

E fazer uma evolução

Com toda a força existente

Tornar o “HAGNUS”, inteligente

Assumo:  -Impossível Ação!

X

Agora vejo o problema

A mim, mentes “Restritas”

De atitudes até contritas

Uma droga, o estratagema

Meu povo tem o emblema

De não conseguir pensar

Não conseguem argumentar

O óbvio, em contradição

Quanto mais dar contribuição

Contra os ímpios, questionar

XI

Sou um grande perdedor

Desde minha introdução

Já matei com inundação

A vida de quem fui mentor!

Isso me causa uma dor

Queimei Sodoma, trouxe Praga

E o Jó, sozinho, em pura chaga “

Tratei com o demo, o vil motivo

No mal, me tornei Cativo

deus mais age, mais estraga !

XII

De tudo, estou comovido

Com o meu trágico desmando

Um ser divino, “estagiando”

Por isso imploro, um pedido

Psiquiatra, aqui tem havido

Urge-me esta contribuição

ABP, pode dar-me a mão “

Um apoio profissional

Pra livrar-me deste mal

E a mente de um deus ”Bufão”

XIII

Este tal de  “saracura “

Fez-me lembrar o desgosto

Ginefóbico Jesus, eu ter posto 

Na Terra, em aventura

Porém, o que mais me perdura

a dúvida da sexualidade

Teve, pois Madalena, a vontade

De um passeio com Jesus

mas este é que não fez “jus ”

à sua  masculinidade!

XIV

Vocês que buscam a verdade

Pra atormentar minha vida

Que eu achava até merecida

Enganar em eternidade

Admiro a sagacidade

Dos entes aqui pensantes

Nem de longe, ”irmãos” irritantes

Que rezam em exaltação

Pedem tudo, em oração

Com Ladainhas maçantes

XV

Não sabendo, estes senhores

Milagres, não vou obrar

imaginem  fazer curar

As doenças e os dissabores!

Vida são dádivas e Dores

E vale pra qualquer ser

Favores, não tem de haver

Em detrimentos aos demais

Mesmo que diga, não satisfaz

A Ignorância num deus crer!

Um desabafo Divino

Os milagres de Deus

Uma das principais evidências da existência de Deus é a ocorrência, ou suposta ocorrência, de milagres.

Dos supostos milagres dos quais já ouvi falar, a maioria não dá nenhuma prova, ou sequer evidência, de serem de fato obras de Deus, sendo a denominação milagre usada levianamente para preencher a lacuna explicativa. Já os demais normalmente possuem uma outra explicação, lógica e racional.

De fato alguém pode mesmo se curar valendo-se apenas de seu otimismo, ou de sua fé, o que conhecemos como efeito placebo. Já muitos outros casos de curas milagrosas podem ser, e normalmente são, mentiras deslavadas, fraudes, ficando uma pequena porcentagem de fato inexplicada.

Porém o fato de um acontecimento não poder ser explicado, não implica que seja obra divina, ou mais especificamente obra de Deus. Poderia ser obra de URI, ou do mágico que se apresenta no circo mais próximo, porque não?

Há ainda o caso dos milagres da natureza, como a origem da vida, os ciclos das chuvas, ou a perfeita harmonia gravitacional dos planetas do sistema solar, que os impede que deixarem suas orbitas ou colidirem entre si. Tudo isso e muito mais apontado como milagres, como algo que só poderia ser obra de um criador, um projetista inteligente, quando na verdade não são mais que meras consequências da ação de forças físicas que em um dado momento encontraram tal equilíbrio.

Pra encerrar, não dá pra falar em milagre sem pedir, suplicar, implorar por um único exemplo, um único caso, em que um amputado tenha sido curado*, por obra e graça do Senhor.

* Entenda por curado ter o membro amputado restaurado, e sem intervenção médica. Não me venham com aquele papo de que quando na graça do Senhor todos se sentem curados, curados em espírito. Quero um milagre mesmo, uma cura física.

Ateu e à toa

clique na imagem para visitar o blog: www.ateueatoa.com

 

Ateu e à toa” é o nome do excelente blog recém-lançado pelo Fabenrik, que tem como colaborador o Bruno, ambos leitores do DeusILUSÃO.

Sugiro a todos uma visita. Vale muito a pena.

 

‘’SAIR DO ARMARIO ‘’ – QUESTAO DE POSICIONAMENTO

Foto by SEVEN

Sempre é comum vermos, devido a todos os mitos que existem sobre o ateísmo, indivíduos imaginando e se perguntando como os ateus são. Talvez pensem que são criaturas exóticas raríssimas que vivem num submundo oculto, se vestem de preto e advogam pela destruição de todas as religiões, mas isso não passa de fantasia. Em sua maioria, ateus são pessoas realmente comuns, que apenas baseiam na lógica e nas evidências suas opiniões sobre a realidade. O fato é que, provavelmente, todas as pessoas já se depararam com ateus casualmente, mas sem se aperceberem disso, daí acharem que são tão raros. Na realidade, se não perguntarmos diretamente aos indivíduos, é quase impossível descobrir se são ateus. São poucos aqueles que gritam aos quatro ventos que não acreditam em nenhum deus.
Sem dúvida, também há os ateus exacerbados, tipicamente denominados ateus militantes, alguns dos quais mantêm uma postura hostil para com a religião. Alguns julgam que ela é uma grande travanca ao progresso da humanidade, principalmente aqueles que têm algum conhecimento de História** . Mas isso, como vimos, não pode ser encarado como uma consequência direta do ateísmo, pois não existe uma Santa Escritura ateísta que dita “tu vilipendiarás a religião e escarnecerás a crença do teu próximo”. Se algum ateu procede de tal maneira, trata-se apenas de um posicionamento individual, e querer imputar a causa de seu comportamento agressivo ao ateísmo é uma atitude errada e desonesta.
Muitos também pensam que os ateus são irredutíveis em sua descrença, que são descrentes crônicos, incapazes de mudar seu ponto de vista. Se podemos dizer que os ateus são irredutíveis, o são apenas na atitude de não acreditar em hipóteses sem comprovação. Certamente, se algum teísta surgisse com uma prova realmente válida para a existência de deus, até os ateus mais ferrenhos teriam de dar o braço a torcer; não há motivos para se pensar o contrário.
Afinal, por que algum indivíduo se oporia à existência de um criador?
Quem não gostaria de ser a coroa da criação?
Quem escolheria ser um efêmero mamífero, um grão de pó pensante, se pudesse ser o imortal supra-sumo do Universo?
Para citar Peter Atkins:
Seria de fato fascinante se o Universo tivesse um propósito; seria provavelmente prazeroso haver vida após a morte. Porém, não há um só pedacinho de evidência em favor de nenhuma das duas especulações. Como é fácil de compreender por que as pessoas anseiam por um propósito cósmico e vida eterna, e não existe evidência para ambos, me parece uma conclusão inescapável que nenhum dos dois existe.
Realmente seria ótimo se todos nós fôssemos tão especiais quanto gostaríamos de ser, mas o fato é que não temos motivos para acreditar que somos. Novamente, é a integridade intelectual que nos impede de acreditar em algo infundado somente porque é confortante.
Pelo exposto acima, percebemos que o ateísmo, ao contrário da imagem que se pinta dele, não é representado por uma seita de iconoclastas fanáticos, imorais e desequilibrados querendo destruir a religião a todo custo. Sem dúvida, o ateísmo apresenta-se como uma posição totalmente razoável, lúcida e sensata quando encarada na perspectiva objetiva; isto é, sem se levar em conta fatores subjetivos, como o modo que “gostaríamos que a realidade fosse”, “no que precisamos acreditar para viver” etc. Como é salientado desde o início, o que os indivíduos livres-pensadores buscam não são certezas absolutas: buscam aquilo que é mais provável de ser verdadeiro.
O objetivo é desfazer alguns dos principais mitos, preconceitos e calúnias que gravitam ao redor do ateísmo, para que assim TODOS sejam capazes de enxergar a posição de modo cristalino. Naturalmente, fica claro quanto esforço é feito da parte dos teístas no sentido de deturpar o verdadeiro significado dessa descrença. Em vez de enfrentar as verdadeiras questões, criam espantalhos do que seria o ateísmo e, destruindo-os, ufanam-se de tê-lo refutado, quando na realidade tal refutação não passa de um mal-entendido.
Contudo, não pensemos que são todos tão ingênuos e inocentes: caluniam porque não podem enfrentar; evadem porque não podem responder. O fato é que o teísmo sempre terminou como perdedor em todas as vezes em que tentou enfrentar os fatos e a racionalidade, e simplesmente desmoronaria se tentasse, honestamente, se confrontar cara a cara com todas as questões que o ateísmo apresenta.
Deste modo, se há uma questão que realmente incorpora todo o peso do verdadeiro desafio que o ateísmo lança contra as religiões, é esta: que motivos temos para acreditar na existência de um deus?

Foto by SEVEN

 

Os primeiros sintomas de fanatismo e suas estratégias de sedução

O início de qualquer fanatismo consiste, em primeiro, reconhecermos um sujeito ou grupo estarem convictos, quando julgam de posse de uma certeza que recusa o teste da realidade. Nietzsche dizia que “as convicções são piores inimigas da verdade do que as mentiras”, porque quem mente sabe que está mentindo, mas quem está convicto não se dá conta do seu engano. “O convicto sempre pensa que sua bobeira é sabedoria [19] . Até no campo científico, há cientistas correndo o perigo de tornar-se convictos de suas teses. Edgar Morin analisa que quando algumas idéias se tornam supervalorizadas e adquirem um caráter de grandiosidade e absolutismo tendem a levar os seus sujeitos a abdicarem de seu raciocínio crítico e se tornarem meros objetos dessas idéias. Indivíduos assim submetidos a tão grandes idéias, fazem qualquer coisa para “salva-las” de um possível furo de morte; elas funcionam como muleta existencial. Isso acontece principalmente no meio religioso, mas também pode ocorrer nos meios político, filosófico  e científico.

O segundo sinal do fanatismo é quando alguém quer impor a todos de modo tirânico a “verdade” única extraída de sua inspiração ou crença absoluta. Pretende assim a uniformização via linguagem, através de aparência física, rituais e slogans do tipo: “O único Deus é Allah”, “só Cristo salva”, “Jesus Cristo é o Senhor”, “somos o Bem contra o Mal”, “Em nome do Senhor Jesus eu ordeno…” São expressões de caráter estereotipado, sustentado por uma “estrutura de alienação do saber” [20] , onde o discurso passa a falar sozinho, é uma resposta que está no gatilho, pronta para qualquer emergência que o sujeito não quer pensar. Observem o caráter tirânico, narcisista e excludente dessas afirmativas. Todos possuem uma visão que nega outros modos de crer e pensar. O mesmo acontece nos auto-elogios das pessoas de raça branca e o desprezo pelas outras como proclamam os fanáticos da extrema direita, nas ações violentas de uma torcida sobre a outra, todos, sinalizam que o indivíduo se rende ao grupo e este “a causa”. Os recém convertidos de qualquer seita religiosa ou política estão sempre convictos que, finalmente, contemplam a verdade e essa tem que ser imposta a todos, custe o que custar.

O terceiro indicativo de fanatismo, já dissemos, é quando uma pessoa passa a colocar uma causa suprema (podendo esta ser justa ou delirante) acima da vida dela e dos outros.

Quarto, quando um indivíduo e/ou grupo se isolam da convivência familiar e social e adotam um modo de vida narcísico [21] (no igual modo de vestir, de cortar ou não cortar o cabelo, no jeito de falar, nas regras de comer, na ritualística, etc), enfim, quando uniformizam seu discurso, gestos, postura, atitudes em geral e punem os que se recusam a seguir as regras impostas. Entrar para um grupo de fanáticos implica em renunciar: pai, mãe, os filhos, os amigos, o lugar onde viveu, o trabalho, enfim, os membros são persuadidos a matarem os vestígios simbólicos da vida anterior para fazer renascer a vida em outra base moral e de fé.

Quinto, quando o indivíduo e/ou grupo perdem o bom-senso na lógica da comunicação e nas ações do cotidiano. O discurso passa a ser repetitivo e estranho à vida comum.

O sexto indício de fanatismo é quando se perde o sentido de respeito e humanidade para com os diferentes, em nome de uma causa transcendente.

O psicólogo francês, J-M. Abgrael, resume o método de doutrinação fanática em 3 etapas: 1o) sedução das pessoas para a “causa”; 2o) destruição da antiga personalidade, eliminação dos elos familiares, sociais e profissionais e 3o) construção de uma nova personalidade “renascida” ou “renovada”, de acordo com o modelo e as regras da seita. Geralmente essa passagem da vida normal para a vida “renovada”, há um ritual, algum tipo de batismo, onde se inicia a adoção de um novo nome, novos hábitos, apresentação de novas “famílias”. Sentir-se incluso num grupo “de irmãos” ou “de luta pela causa” “é como estar apaixonado; surge uma sensação maravilhosa, tudo passa a fazer sentido na vida, a pessoa se sente acolhida e imensamente alegre”. O indivíduo passa a se ver se modo especial, diferente dos demais para realizar a missão elevada; se vê inundado por um sentimento grandioso que Freud chama de “sentimento oceânico”. Imagine um indivíduo desesperado, desgarrado de seu grupo social, sem uma forte identidade psicossocial cuja vida perdeu o sentido, ao ser acolhido em um grupo fanático, recebe mensagens confortadoras, do tipo: “nós amamos você”, “você é muito importante para o projeto de Deus”, “você faz parte de nossa vida”, “Deus te ama”, etc Diz P. Demo (2001) “o sentimento de ser amado, move o entusiasmo mais do de qualquer coisa”.

Faz parte da estratégia para atrair pessoas para novas seitas e igrejas, investir em programas produzidos para solitários que sofrem insônia e depressão nas madrugadas. Os desesperados sentem-se acolhidos com tais palavras mágicas e facilmente se sentem inclusos e maravilhados pela ilusão de nova vida e sentimento extremo de felicidade,  numa igreja em que o fanatismo é o seu ponto cego.

“Eu acho que eu vi um gatinho…”

Uma leitora do blog me mandou um e-mail sugerindo a correção da seguinte frase do post “HAGNUS Dei”:

Grande parte dos nossos problemas são criados por nós mesmos.

Segundo ela, a sentença deveria ficar assim:

Grande parte dos nossos problemas é criada por nós mesmos.

Eu agradeço demais a participação da minha linda leitora (que prefere se manter anônima), pois me inspirou a criar a aleta Comunicar erros, acima, ao lado de Melhores Textos, onde encorajamos os leitores do DeusILUSÃO a fazerem o mesmo: apontar erros e sugerir correções, de forma que possamos deixar nossos textos cada vez mais precisos e agradáveis. Em uma palavra: de fácil leitura! [“Eu acho que eu vi um gatinho...”]

Isso é extremamente útil, porque quando você lê seu próprio texto, não percebe algumas “gafes gráficas” (como palavras que não soam bem juntas, como essas — parece que você tá falando russo), incoerências, dedografias e palavras que foram abduzidas. Sem contar, claro, os benditos erros de ortografia*.

Para todos os outros não há desculpa, mas para as dedografias que escapam de três, quatro revisões, há explicação científica.

Você não lê todo um texto palavra por palavra, bem como não lê todas as palavras letra por letra. Na maior parte do tempo, você lê palavras inteiras e blocos de palavras inteiros de uma vez. Quanto mais fácil for um texto, maior será a tendência de você adivinhar as palavras e os blocos, de forma a tornar a leitura mais rápida e eficiente.

Num texto sobre “limpeza”, por exemplo, você simplesmente “adivinha” grupos de palavras como “sabão em pó”, “água sanitária”, “pano de chão”, sem precisar tê-los lido de fato, pois, pelo contexto, eles são esperados e você os reconhece apenas pelo seu início ou pelos blocos que formam. Quando o cérebro adivinha essas palavras esperadas, ele não as lê, justamente para acelerar o processo de leitura. Se houver um erro de dedografia em um desses blocos adivinhados, não vai ser possível percebê-lo numa leitura corrente normal.

Recentemente, a leitora NáJung me alertou sobre uma frase em que eu escrevi a palavra “texto” como “texo”. Ela copiou e colou a frase no comentário, alertando para que eu corrigisse a palavra escrita erradamente. Mesmo tendo sido alertado de que havia um erro de ortografia na frase transcrita, eu não consegui identificá-lo de imediato, pois estava “lendo” a palavra “texo” como “texto” normalmente.

Daí a utilidade de ter seus textos corrigdios por outra pessoa: foi o seu cérebor que escreveu o texto, portatno ele sabe o que está lá. Não vai “ler” quase nada.

Percebeu todos os três erros ortográficos do parágarfo acima? Se sim, foi porque você já estava alertado, inconscientemente, para o tema.

E percebeu o erro na palavra parágrafo acima?

Bom, mas tendo mencionado a criação da aleta Comunicar erros, tendo justificado sua importância e agradecido à leitora anônima, resta dizer que, na frase que foi motivo do comentário dela, ocorre o que se chama de Silepse de número: em vez de concordar com o núcleo do sujeito (parte), que está no singular, todo o predicado vai para o plural por força semântica do complemento do núcleo (dos nossos problemas), uma vez que é “problemas” [e aqui vai uma Zeugma, de brinde — ou é uma Elipse? (misericórdia!!!)], enfim, é a palavra “problemas” que exerce uma posição mais forte de núcleo do sujeito, mesmo sendo só complemento.



* Eu, particularmente, já estou escrevendo dentro das novas regras ortográficas, pelas quais se escrevem para-raios, frequente, antirreligioso, autoajuda, creem, etc. Portanto, quando analisando meus erros,  queiram se ater à nova ortografia do português.

“HAGNUS” Dei

Desonestidade.  Não fosse ela, não haveria nenhum Deus no Céu.

O leitor HAGNUS fez, recentemente, um comentário que demonstra exatamente isso: como a desonestidade é indispensável para ser crente em um deus:

“Algo que percebi é que eles [os ateus] podem não crer, mas têm sede da verdade, e se têm sede da verdade… TÊM SEDE DE DEUS!”

O crente no deus judaico-cristão tem internalizado um axioma, um postulado pelo qual Deus é A Verdade. Mas qual verdade? Que argumentos poderiam sustentar essa afirmação? Um Deus cuja moral nem mesmo se assemelha à nossa; um Deus mesquinho e sádico; um Deus que tem dúvida, que se arrepende, que é perfeito e não faz nada que preste, segundo sua própria opinião; um Deus assim é sinônimo de verdade por quê?

“Percebi também que em meus 16 anos de fé passei por muitas aflições! Em muitas delas cheguei até estar por um fio! Imagine aquela situação onde o cristão diz:

- E agora, Senhor? Será que pela primeira vez vou fracassar?

E o ateu diz:

- E agora, minha capacidade de superação? E agora, meu salário, meus amigos? Será que mais uma vez vou fracassar?”

O HAGNUS vive num mundo onde o crente, por causa do seu Deus, nunca fracassa (“Será que pela primeira vez…”) e o ateu, que só conta com sua capacidade de superação, seu salário e seus amigos, não faz outra coisa além disso (“Será que mais uma vez…”). Esse é o mundo em que o crente vive: um mundo onde a desonestidade é uma doença contagiosa; um mundo em que o que se escreve para exaltar Deus, ou para justificá-lo, passa a ser visto como verdade absoluta, sem que ninguém se lembre de pedir dados que fundamentem o que foi dito.

“E aí Deus entra em cena e diz para o cristão: ‘Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça’. (Isaías 41:10)”

A desonestidade em catar na Bíblia os versículos certos para sustentar a vantagem da fé, e fechar os olhos a todos os outros que depõem contra ela.

“‘28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. 30 Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve’. (Mateus 11)”

A desonestidade autoimposta e replicada, pela qual o universo é regido por palavras escritas num papel antigo; a desonestidade de pensar que fé é crer naquilo que é, quando é apenas crer naquilo que se quer que seja.

“E  quando a capacidade própria do Ateu, o salário do Ateu, os amigos e todos os recurso humanos que ele possui acabam se esgotando, deixando ele desiludido e desamparado, a única coisa que pode dizer é apenas o tal de: Fudeu!”

Mesmo não estando sob a proteção de um Deus Todo-Poderoso, eu nunca estive “por um fio” como o Sr. HAGNUS, mas já me senti desiludido e desamparado. Como todo mundo se sente às vezes. Pelo menos, cada vez que disse “Fudeu” valeu como lição e eu aprendi algumas coisas:

1) Enxergar nos problemas a dimensão que eles realmente têm.

2) Todo problema tem uma solução. Quando se está diante de algo que não tem uma solução, a gente deve lembrar de não perder tempo procurando uma, e tratar de se conformar do melhor jeito que encontrar.

3) Muitas vezes, quando não conseguimos resolver um problema, o tempo se encarrega de resolvê-lo por nós.

4) Grande parte dos nossos problemas são criados por nós mesmos.

5) Muitas das nossas frustrações advêm do fato de não nos aceitarmos como somos e querermos fazer com que os outros nos aceitem e nos vejam como não somos.

A honestidade é uma virtude; ser desonesto consigo mesmo é uma fonte inesgotável de sofrimento.

Eu sou ateu; vivo num universo que não foi desenhado para mim, mas com a enorme vantagem de ser um universo em que eu assumo meus próprios erros. E pago por eles.

Eu não aceito (nem jamais aceitaria) que o sangue de ninguém seja derramado por nada que eu tenha feito. Muito menos por algo que eu NÃO tenha feito.

O cristão vê isso como uma das mais belas referências à sua fé. Eu só consigo enxergar uma prova irrefutável de extrema desonestidade.


o cordeiro de Deus

Cópia de Mitos e Ginecofobia divinas!

 

O cristão comumente conta a  história de Jesus, no que tange à concepção “divina”, como sendo única, inédita.Vê-se, na verdade, que o mito pode ter sido copiado de outros anteriormente existentes, oriunda do universo folclórico popular.

          Como exemplos:

          -O semideus grego Perseu nasceu quando o deus Júpiter visitou a virgem Danae, na forma de um banho de ouro e a engravidou;

          – Buda nasceu por uma abertura no lado do corpo da mãe;

          – Coatlicue, a serpente, pegou uma pequena bola de plumas do céu e escondeu em seu seio e assim o deus asteca Huitzilopochtli foi concebido;

          – A virgem Nana pegou uma romã da árvore banhada pelo sangue do assassinado Agdistis, colocou em seu seio e deu  à luz o deus Attis;

          – A filha virgem de um rei mongol acordou certa noite e se viu banhada por uma luz grandiosa, que fez com ela desse à luz Gêngis Khan;

          – Krishna nasceu da virgem Devaka;

          – Hórus nasceu da virgem Ísis;

          – Mercúrio nasceu da virgem Maia;

          – Rômulo nasceu da virgem Rhea Sílvia;

          Por alguma razão as religiões se obrigam a pensar que a concepção e/ou parturição não podem ser normais. Tranformam o sexo em nojento! A mulher não pode ser tocada, acariciada!

          Tiram a possibilidade dos deuses de sentirem, de interagirem com as mulheres, não podendo sentir o prazer do sexo, com toda sua magia e completude, sendo o fruto a representação do amor, que dele advém. Mas, não, não! O sexo é proibitivo! Há uma certa neurose ginecofóbica até!

          Essa preservação “vaginal”, parece neurótica mesmo! Preconceituosa. Os deuses,ou  não tem o órgão masculino, ou são exagerados a ponto de matar as fêmeas, ou tem uma aversão exacerbada a elas! A prova são os “dogmas” discriminadores com as mulheres, presentes em todas as religiões! Há! Há! Há! Rio, mas é trágico!

          A verdade é que os deuses não gostam de “copular” e nem de sentir prazer! São sérios, sisudos, acima da vontade humana qualquer. Isso deseja demonstrar a sua autoridade, superioridade, mas acaba transformando-os em covardes, cheios de vergonha, medo.

          Que mal haveria, imaginando fosse verdade, que um determinado deus contasse que passou dias e noites fazendo amor com sua virgem, de forma a tratá-la com uma deusa, ensinando ao homem como se portar diante da mulher!

          Então o que acontece é que há uma ojeriza generalizada em relação a produtora dos filhos.

          Veja o caso do espírito santo: engravidou uma moça com a força do pensamento, sem tocar nela. Ela simplesmente foi usada. Tem de haver o sobrenatural:  mente que estupra donzelas, literalmente! Há!

          Estes atos injustificáveis se revelam para dar um certo “ar” de mágica, transformando os deuses e seus rebentos em forças além da natureza e do homem.

          É um milagre, assim como parar o Sol, curar doenças, mandar na natureza, estar acima de tudo, que leva o respeito aos temerosos crentes. São o forte dos deuses.

          Seria muito bom tudo isso, sem não fosse apenas uma ilusão na mente dos crédulos. Não perpassa, no raciocínio dos que “pensam”, estas absurdidades impossíveis de realização.

          Mas o fato é que chegamos à conclusão que os deuses não suportam a proximidade feminina. Assim como a  “kriptonita”para o Super-Homem, eis a arma anti-deuses.

          Se alguns destes deuses perseguir  um cidadão, basta colocar diante deles um órgão feminino! Pronto! É  a vacina! Os deuses se “pelam”  de medo! Sua mentes doentes de sangue de pragas, mortes se apavoram diante de uma “vulva”, justamente por nunca terem tido um sexo bom, selvagem, natural, intenso , mesmo tendo criado para este fim, o sexo.

          Contra a maldade dos deuses, viva a “vagina”, viva o Amor, viva o sexo!

Blog é processado por freira

clique na imagem para mais informações sobre o caso

O autor do blog Liberdade Digital, Emílio Moreno, foi condenado a pagar 16 mil e 600 reais de indenização a uma freira que o processou porque alguém escreveu um comentário no blog dele, direcionado a ela, que ela considerou ofensivo.

A partir desta data, quem se sentir ofendido por qualquer comentário que seja publicado no DeusILUSÃO, direcionado diretamente à sua pessoa, deverá acessar a aleta Alguém te ofendeu? acima do nome do blog, deixando a cópia do texto considerado ofensivo, o link para o post onde ele aparece e a identificação do autor, se houver.

Queria aproveitar a oportunidade para me inteirar se haveria entre os leitores alguém versado nas leis brasileiras que pudesse me responder o seguinte questionamento:

Eu poderia ser processado se xingasse Deus de “filho da puta” ou se dissesse que acho que Jesus Cristo era gay?

Quero dizer, algum religioso que se sentisse ofendido por tabela, por causa da sua crença, poderia me processar, ou a doutrina entende que Deus é quem deve acertar as contas comigo pessoalmente?


E quanto aos deuses dos outros?

Olá a todos,

Primeiramente gostaria de dizer que é um prazer poder contribuir com este blog, que acompanho desde o primeiro post.
Espero que apreciem minhas opiniões.
Começarei falando a respeito de um tema que muito me interessa: Os dilemas teístas, normalmente jogados para debaixo do tapete.

Uma das dúvidas que eu tinha quando ainda era teísta era quanto à diversidade religiosa.
Como pode ser Deus, o verdadeiro deus, se há tanta gente no mundo que crê em outros deuses?
Por que não seria Javé, ou Alá, ou Brahma, ou Chaos, aquele que realmente criou o universo?

Dessas partiam outras dúvidas:
São todos eles um único deus, mas com nomes diferentes? Ou são competidores pelo trono celestial? Ou ainda, seria apenas um deles verdadeiro e os demais mitos?

Se são o mesmo, por que em algumas religiões há mais de um? Ou por que não raramente se contradizem? Ou se apenas um é o verdadeiro, como ter certeza que o meu é o verdadeiro? Devo simplesmente acreditar naquele que conheço e ignorar os demais? Confiar na sabedoria de meus pais, que me apresentaram tal deus?

Ainda jovem, e confuso, concluí que o mais provável era que fossem todos de fato o mesmo deus, mas visto de diferentes formas por cada religião. Sendo que no fundo nenhuma delas acertava plenamente, e que eram os homens, os mantenedores das religiões, os responsáveis pelas discrepancias.

Mais tarde, já ateu, percebi que essa opinião não era consenso dentre os cristãos, principalmente quando recordava o medo que alguns de meus parentes cristãos tinham, e ainda tem, de serem vítimas de alguma “macumba”, por exemplo.

Então a grande questão é:

Você teísta, tem medo dos deuses dos outros? Acredita que são todos um só? Ou prefere pensar que apenas o seu deus existe, sendo todos os outros apenas lendas?

As pérolas, os porcos, e a 5ª edição do Universo.

O Sabino é português, autor do blog A Lógica do Sabino. Um conterrâneo dele, o Mats, autor do blog Darwinismo, discutindo comigo sobre moral, argumentou certa vez que, se não fosse pelo Deus cristão, os seres humanos poderiam até torturar bebês, que ninguém veria problema algum, pois não haveria um padrão absoluto de moral que nos dissesse que torturar bebês seria certo ou errado, e isso foi assunto dos meus textos mais recentes: a moral de Deus.

Pedi ao Sabino para me explicar o que ele chama de moral absoluta de Deus, mas ele achou melhor tecer comentários sobre a minha pouca inteligência, e lançar o argumento duvidoso de que o Velho Testamento talvez não seja tão sagrado assim, visto que o cristão baseia sua vida pela Nova Aliança com Jesus Cristo. Duvido que esse argumento “pegue”, pois os crentes, via de regra, consideram toda a Bíblia como sendo a palavra viva do seu Deus. Não bastasse isso, eles são rebanhos conduzidos por pastores que precisam de muito dinheiro para guiá-los até o Céu, e o versículo que fala sobre o dízimo está no livro de Malaquias, o último do Velho Testamento.

O Mats é um crente que quer explicar ao mundo o absurdo que é a teoria de Darwin sobre a evolução das espécies. O blog do Mats, Darwinismo, preocupa-se quase que exclusivamente em lançar dúvida sobre a veracidade do Evolucionismo. Talvez ele tenha achado mais fácil fazer isso do que encontrar coisas que provem a veracidade do Criacionismo.

Sendo um assunto recorrente, o Sabino me lançou de novo a questão da moral há poucos dias, reafirmando que a moral humana vem de Deus. Ateus seriam, então, seres humanos desprovidos de moral e, segundo o Mats, poderiam até torturar bebês.

Diante disso, pedi ao Sabino para me explicar a moral de um Deus que, num momento, tem uma determinada atitude e, uns mil anos depois, muda de ideia e até se contradiz. Se a moral humana muda e ela vem de Deus, então a moral de Deus muda? Se, hoje, somos contra a escravatura e já fomos a favor é porque, antes, Deus era a favor e, agora, é contra? Se determinados povos cristãos são contra a pena de morte e outros são a favor, é porque Deus está indeciso? Se seguimos um padrão absoluto de moral, e esse padrão vem de Deus, que padrão é esse? Qual a moral de Deus?

Ninguém apareceu com a resposta e, confesso, eu iria passar algumas noites sem dormir se tivesse aparecido. Não porque eu tenha feito perguntas inteligentíssimas, difíceis de serem respondidas, mas porque são perguntas primárias, às quais se poderia responder com dois ou três períodos compostos por coordenação, se houvesse resposta. Se. Mas não há.

Qual é a moral de Deus, que serve de padrão absoluto de moral para toda a humanidade? O Sabino, um crente inteligentíssimo, versado nos livros santos, não me respondeu. E quando um crente não dá uma resposta, geralmente, é porque ele considera que quem pergunta é insignificante demais para merecer uma, ou porque é intelectualmente incapaz de compreendê-la. É a velha desculpa das pérolas jogadas aos porcos.

Para continuarem a enxergar Deus num universo onde não há deus algum, depois da fé, é justamente a isso que eles mais recorrem para continuarem sonhando: desculpas.



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Alguns comentários dos leitores:

“Ateus como ele e como o Barros nem sequer conhecem aquilo que atacam. Eles usam aquilo que o Judaísmo crê para refutar o Cristianismo.”

Será que alguém se importaria em me explicar por que os Judeus não torturam seus bebês?

“Só  o Barros e companhia é que ainda não perceberam que os seus argumentos-palha não afectam o Cristianismo em nada.”

Eu jamais pensaria algo tão tolo. Eu pretendo afetar apenas as pessoas ao meu alcance na esperança de que pelo menos uma delas, que também concorde comigo, afete alguém ao seu alcance e assim, um dia, as pessoas nasçam num mundo onde a religião vai ser apenas mais um clube social, não um passaporte para uma vida numa outra dimensão.

“Ateus pensantes por aqui é raro.”

Mas uma pessoa ateia se tornou ateia porque, em algum momento da sua vida, rompeu com o sistema infundado de crenças no qual foi criada, e isso só aconteceu porque ela se dispôs a fazer o que os dogmas religiosos, por definição, não permitem que o crente faça: pensar. “Ateu pensante” não é raridade, é pleonasmo.

“No “principio” Deus criou todas as coisas e deu directrizes ao homem para viver de uma forma espectacular,”

A Lei Mosaica dava diretrizes ao homem para viver de uma forma espetacular?!!! Matando a pedradas quem descumprisse um sem-número de ordens imbecis como ficar imóvel num dia da semana?

“A Lei Deus deu-a a Moisés para conduzir o povo numa conduta correcta que permitisse a sobrevivência do povo (tanto entre si como entre outros povos),”

Vê que exemplo irretocável de conduta correta e de diplomacia:

“Olha, quem trair o marido, quem for desobediente aos pais, quem não guardar o sábado, quem não me amar mais do que tudo, quem amar alguém do mesmo sexo… que seja apedrejado até à morte!!! E onde houver uma nação da qual eu não seja o Deus único, pode entrar lá e matar todo mundo. Menos as virgens…”

“Ora se a altura certa era só no ano 0, diga-se assim, até lá  Deus preparou um povo para receber o salvador, o povo de Israel,”

Deus criou o Céu e 33,33% dos anjos se rebelaram; criou o Éden e aí já foram 100% os dissidentes; criou a Terra e teve que inundar tudo, recomeçando quase do zero; não deu certo, de novo, e ele desceu aqui para ver se conseguia arrumar as coisas pessoalmente, apresentando-se como o Salvador para o seu povo escolhido. O povo escolhido, entretanto, não comprou a ideia e, aparentemente, esculhambou um trabalho que levou milênios…

Deus, o Todo-Poderoso, Eterno e Perfeito, parece que precisa de uma consultoria do SEBRAE, porque, como Criador e Administrador Supremo do Universo, ele não acerta uma!

“Podemos resumir toda a história do universo em 4 palavras: Criação, Queda, Redenção e Restauração. Algures entre a queda e a redenção teve de aparecer a lei, mas o objectivo não era a lei, era a redenção e futuramente a restauração. Espero ter sido claro…”

Sim, você foi claro: Deus vai tentar de novo.


Seria a hipocrisía um meio santo de se viver? [2]

Capitulo 2

Outro problema: Mais e mais CD’s são criados e lançados com uma desculpa de ser o propósito de Deus e de ser aquilo que “foi gerado no coração de Deus”. O problema é que quando alguém diz ter sua obra gerada no coração de Deus não dá a oportunidade a ninguém de questiona-la segundo sua interpretação porque é como se fosse um questionamento contra Deus. Mas tal questionamento se torna possível quando este irmão é pego em escândalos, mentiras e falsidades. Aí é tarde; milhões de “pequenos cristos” se escandalizaram nos “grandes cristos”. Aí pergunto: Seria Deus o criador de seu próprio louvor? Deus criaria uma letra para se louvar? O louvor parte de Deus para Deus ou do homem a Deus? Ou teríamos capacidade vinda de Deus para louvarmos com nossas próprias letras? O ritmos têm de ser sempre o mesmo? Estranho… E o mais interessante é que muitos que lançam CD’s “gospidos” tem a cara de pau de dizer que é pecado comprar CD’s piratas. Mas qual é o pecado maior? Comprar um CD pirata ou comprar um CD original pagando este absurdo de preço que vemos hoje em dia? Dizem eles ser pecado comprar algo falsificado porque “não se dá a paga devida ao trabalhador”. Mas será que esses que dizem viver essa “verdade” vivem ela realmente? Será que o “Windows” da Microsoft, outros programas de computador, o tênis que ele usa, a marca da roupa, o cinto, a bateria do relógio, ou o próprio relógio e a mochila são originais? Não seria pecado deixar de lutar com a empresa que mais oprime o seu cliente; as gravadoras? Absurdos são cobrados dos músicos e estes aceitam porque têm o dinheiro para pagarem. Aliás, têm dinheiro porque os “pequenos” é que dão. Daí, eles aproveitam e jogam a culpa de algo que se iniciou nele para se verem livres. O pensamento destes anti-evangelho impede qualquer um de estudar em uma faculdade, uma vez que esta é cara no que tange à mensalidade e porque agora é “pecado” usar “Windows” falsificado. Não digo aqui que se deve usar coisas defraudadas à torto e direito, mas que também não devemos nos inclinar ante esse espírito do consumismo capitalista anti-cristo.

Seria a hipocrisia um meio santo de se viver? [1]

Capitulo 1

Em virtude a teístas como o Hagnus que sempre aparecem no blog ;  vou mudar o tema um pouco depois eu volto no outro.

 

Por que, no meio evangélico, a palavra tem mais poder para o mal do que para o bem? Uns dizem que a língua tem poder, mas por que o poder só manifesta para o mal? Muitos evangélicos evitam pronunciar palavras que carregam certa frustração, ódio, rancor, porque dizem que isso atrai morte e desgraça. Mas por que uma pessoa não ganha na Mega-Sena ao se repetir “trocentas” vezes a frase “Vou ganhar na Mega-Sena?” As palavras não têm poder? Por que a macumba só deixa de ter poder quando se fazem correntes, orações fortes e campanhas para vence-la, e após uma Santa Ceia na Igreja Evangélica o pão e a água, que eram elementos consagrados até então, deixam de sê-los? Satanás, por ventura, teria poderes maiores que Deus? Por que quando se levanta uma pessoa, que não seja cristã, para destronar um ditador que oprime o povo, os cristãos dizem ser uma intervenção divina, mas quando um cristão tenta faze-lo simplesmente é impedido pela própria igreja sendo tachado de instrumento do demônio? Seria essa hipocrisia algo bom para se viver?

Pior que o câncer é ter isso em nossas igrejas. Pessoas se intitulando apóstolos, mas que na verdade buscam simplesmente status, poder, dinheiro, objetivos estes que os levarão à ruína e à perdição. Quando já se viu tal coisa na história da Igreja? Pastores pegos em escândalos monetários e que ainda insistem em pedir dinheiro aos seus membros alegando serem vítimas de perseguições. A igreja evangélica, que sempre pregou contra a riqueza da igreja católica hoje busca o mesmo status, custe o que custar. O pior é quando vemos que o protestantismo nasceu para ir contra as indulgências, sistema opressor do qual a católica se utilizou para adquirir dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro, e hoje esquecido pelo meio evangélico. Que desonra às raízes! Se não valoriza o próprio surgimento como valorizar o nascimento do Salvador em meio aos homens? E o pior é, quando praticando todas essas coisas, ainda se busca a “quantidade” e não a “qualidade” de seus membros. Pessoas e mais pessoas entram nas igrejas e saem sem ao menos meditar no que quer dizer o título “Jesus Cristo, o Filho de Deus”, ou então “não se pode servir a Deus e a Mamon”. Como dizia Nietzsche: “O poder gosta de andar com pernas tortas”.

A moral flutuante de Deus

Mulher iraniana sendo preparada para o apedrejamento pelo terrível crime de trair o marido. Se você é religioso(a) e acha isso um absurdo, você acaba de discordar de Deus.

“Disse, pois, o Senhor a Moisés: ‘Certamente morrerá aquele homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial.’ Então toda a congregação o tirou para fora do arraial, e o apedrejaram, e morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.” (Números 15:32-36)

E o catador de lenha que, talvez, estava apenas querendo fazer o almoço da família não voltou para casa, porque foi executado por não cumprir a lei de Deus: “guardar” o sábado para o descanso. Deus, segundo sua moral, determinou que o homem fosse apedrejado, assim como também mandava apedrejar as adúlteras.

O Sabino, autor do blog português A Lógica do Sabino, argumentou que a moral humana vem de Deus. Eu me comprometi a ceder um espaço aqui no DeusILUSÃO para que ele me explicasse o motivo da moral dele, Sabino, que se recusaria a apedrejar quem quer que fosse, ser diferente da moral do Todo-Poderoso.

Como bom religioso que é, ele quis desconversar alegando que não vive mais sob a Lei Mosaica, mas sim sob a Graça de Jesus Cristo, que, para quem não lembra, é o mesmo que mandou apedrejar o meliante que estava juntando lenha para fazer o almoço.

Sabino, meu nobre, eu não sou uma pessoa religiosa: ninguém me escreveu um livro que contém tudo o que eu preciso saber para essa vida e para uma próxima. Por isso eu preciso de respostas bem mais elaboradas… e a sua não explicou nada. Se você vive sob a Graça de Jesus Cristo (?) ou sob a Lei Mosaica (!!!) é o que menos importa. Eu queria saber por que você não mataria a pedradas a moça do caixa do McDonald’s que estivesse trabalhando numa tarde de sábado, ou uma mulher que tivesse traído seu digníssimo esposo.

Se a sua moral vem de Deus e é essa a moral dele, o que te leva a pensar que você entrará no Paraíso mesmo discordando do cara que dita as regras? Ou por que você acha que a moral de um ser eterno e perfeito mudou em apenas alguns milênios?

Estou, temporariamente, afastado do meu dicionário Houaiss. Por isso peguei a definição de “moral” de dicionários online:


Michaellis

1 Relativo à moralidade, aos bons costumes. 2 Que procede conforme à honestidade e à justiça, que tem bons costumes.

iDicionário Aulete

1 Conjunto de regras de conduta, inerente ao espírito humano, aplicáveis de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, ou a grupo ou pessoa determinada, proveniente dos estudos filosóficos sobre a moral. 2 Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos indivíduos de um grupo social ou sociedade.


E, aproveitando que o Sabino vai explicar essa questão, eu pediria para que ele enfeitasse ainda mais o seu texto apresentando o seu argumento para justificar o episódio bíblico em que Jesus salva Maria Madalena da execução imposta pela Lei Mosaica. Eu, particularmente, acho estranho o fato dele não ter feito a mesma coisa com o pobre do catador de lenha: “Que atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecados”. E o cara teria voltado para casa.

O trecho abaixo foi extraído do post Jesus, o Charlatão.

“A ATITUDE DE Jesus para com as mulheres é, no geral, ambígua ao extremo. Às vezes ele as trata sob o rigor da lei mosaica. Noutras, está do lado delas. Sexismo da sua parte não pode ser aceitável, uma vez que ele, supostamente, veio à Terra como exemplo de moral para todo o tempo ainda por vir, e o preconceito que era comum no tratamento com as mulheres durante a época em que ele viveu como ser humano não deveria tê-lo influenciado a ponto de fazê-lo conivente com ele. Embora tal tratamento pudesse ter sido o costume daquela época, o modelo de comportamento de Jesus deveria, seguramente, ter sido atemporal.”

Um Deus cuja moral sustenta leis que mandam apedrejar uma mulher até à morte por ter sido pega fazendo sexo com outro que não o marido, ou por ter sido pega fazendo sexo com outro sem ser casada, e, depois de alguns milênios, isenta uma determinada mulher de sofrer a punição que ele mesmo impôs e chancelou, não pode ser um Deus confiável.

Inda mais quando se suspeita que o que são para nós mil anos, para ele passa num piscar de olhos.


Associação Brasileira de Psiquiatria


Prezado Barros


A propósito de seu “DEUSILUSÃO“, a ABP — Associação Brasileira de Psiquiatria, através de seu presidente e do coordenador do Departamento de Psicoterapia, o cumprimenta e se solidariza pela oportunidade e relevância do tema.

Aproveitamos a oportunidade para informar que também é nosso entendimento de que a discriminação, sob qualquer uma de suas formas, inclusive religiosa, é causa de importante sofrimento emocional  para as pessoas ou grupos discriminados.

A ABP tem como um de seus objetivos a prevenção e preservação da saúde mental da população brasileira, e neste sentido, está desenvolvendo o Projeto Discriminação dentro de seu Programa voltado para a comunidade.

Informamos que estamos disponíveis, a partir de agora, a nos agregar a seus esforços para  esclarecer e debater principalmente os aspectos psíquicos que são a base da conduta discriminatória religiosa.

Para estimular e facilitar debates que possam contribuir com este objetivo, colocamo-nos à disposição para esclarecer nosso projeto.

Saiba mais sobre o Projeto Discriminação da ABP e do sucesso do nosso primeiro encontro em

http://www.abpcomunidade.org.br/projeto_discriminacao/

Atenciosamente,

Dr. Telmo Kiguel
Coordenador do Departamento de Psicoterapia
Coordenador do Projeto Discriminação
Associação Brasileira de Psiquiatria

 

Preconceito e Ignorância teísta!

1 – Detectamos em nossa sociedade e cultura uma tão forte Impregnação do teísmo, que somos ás vezes, considerados cidadãos de segunda classe, estranhos, quase de outro planeta , “demoníacos”, perversos. É notável  a reação e o semblante das pessoas quando afirmamos que Deus não existe!

Quando uma pessoa ou personalidade  decididamente atéia, errática comete um ato anti- ético, imoral, desumano, é creditado a ela uma “força maléfica”, diabólica, que erra por não terem Deus. A culpa é direcionada ao ateísmo, levando a este uma maldade plena.

Como exemplo, discutidos à exaustão anteriormente que Stalin perseguiu e matou adversários do regime, assim como outros governos autoritários assassinos, quais  foram: Mao Tse-Tung, Pol Pot (todos tidos como ateus).

Há uma associação errônea dos erros individuais, pessoais, pois estes assassinos não agiram em nome do ateísmo, e sim por suas ideologias, cometendo crimes contra todos, inclusive contra ateus.

O que diferencia dos crimes das religiões porque, como se efetivaram estas perseguições em virtude da própria crença, em benefício dela, em nome dos deuses e suas inspirações.

O notório preconceito aos ateus é evidente. Já fui considerado um “Iluminado”, “cheio da graça divina”, no momento de um ato filantrópico, até o momento da revelação do meu ateísmo. A partir daí, tudo se transformou maldade, em algumas  situações. As doações foram recusadas, eventualmente, sob a alegação de se tratar de um anti-cristo! Aconteceu mesmo. Já realizei minhas doações sem nada comentar, nestas horas, para não estragar tudo de uma vez!

Apesar disso, cheguei à conclusão de que não devemos ficar calados. É importante deixar claro, mostrar o exemplo, para conquistar uma naturalidade de reação pela nossa opção!

2 – Sobre os erros Oriundos dos teístas, chefes religiosos, iluminados, deuses, é como se houvesse uma mágica, retirando uma Iniqüidade, desaparecendo simplesmente o mal! Tudo fica bonitinho, limpo, como se fosse maravilhoso Deus ordenar a matança de inocentes!

Os teístas, ao que parece, possuem o condão de elidir qualquer mal, atrocidade, perversidade, engano, crueldade das ações dos deuses, iluminados e afins.

À luz da mais profunda ou simplória análise, de repente, o erro desaparece!

E vejam que não estou falando de erros banais. Na maioría dos Atos, os porta-vozes divinos e seus deuses são autoritários, sanguinarios, objetivando implantar, no seu  rebanho e nos não crentes, o eficaz medo!

Assim foi com Moisés ordenando a morte de todos,  menos das virgens, estas seriam servis ao vencedor, numa conquista. Abraão, com a idéia de assassinar o próprio filho. O próprio Deus tendo acesso de inveja e cólera, mandando pragas. Incluídos: Inquisição, anti-semitismo, Nazismo, Cruzadas patrocinadas pela igreja. Ou, nos dias de hoje, o massacre dos tutsis pelos hutus (todos cristãos), apoiado pela igreja, onde morreram 800.000 entes, sob o olhar indiferente do mundo!

Para todos estes crimes, a motivação sempre foi uma religião: seu deus! O que me faz indagar onde o mesmo estava nesta hora que usavam seu nome? Por quê permitiu estas atrocidades? Por quê sempre tem que cometer o crime para evangelizar? Por quê os crentes não vêem isto?

A miopia dos crentes em relação aos seus deuses bufões, omissos, inescrupulosos ou ausentes, deve-se ao fato de que sua doutrinação é muito eficiente. Arraigada desde a infância, onde é ensinado a não pensarem e a não questionarem.

Precisamos desmistificar esta análise “míope” da mente dos teístas!

Nenhuma bondade, nenhuma moral, nenhuma justiça vem de deus ou religião, mas independe dela!

As conquistas sociais, modernas são progressos longe da aferição religiosa!

Embora relativa, uma evolução advêm da ética, da projeção no outro de si mesmo!

Essa onda de preconceito aos ateus não deve  perdurar numa Sociedade evoluída!

Somos Ateus, não demônios ! Podemos ser bons sem Deus!

A sociedade torturadora de bebês (fim)

“Profecia sabínica: O ateu Barros vai, mais uma vez, mostrar a incoerência com a sua cosmovisão do mundo, ao afirmar que a moral é construída pela sociedade.”

O Sabino acha que a moral humana vem de Deus. As coisas nos parecem certas ou erradas porque Deus nos inspira a vê-las como ele as vê. O problema, parece, é que Deus é um tanto quanto… digamos… volúvel.

Houve um tempo em que o trabalho no sábado era punido com a morte, com a conivência divina. Depois, o Deus-Filho (já reparou que o Deus-Espírito-Santo é o mais moita da Trindade?) vem com essa: “O sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado”, e ninguém mais precisa ser apedrejado.

Deus também era escravocrata, visto que o seu povo escolhido via a escravatura como uma coisa aceitável e necessária: os escravos dos judeus trabalhavam no sábado, fazendo o serviço que os judeus não podiam fazer por causa da Lei Mosaica [Ninguém pensava em apedrejar os escravos? (Pra mim, doido só é doido se rasgar dinheiro...)]. Deus deve ter mudado de opinião de novo, porque ninguém mais no mundo civilizado considera a escravidão algo moralmente aceito. Deus ordenava, também, a morte dos não crentes, ou dos que tentassem desviar um crente do caminho da fé, para adorar outro deus. Hoje ele é mais tolerante. E por aí vai…

E aí aparece o Mats e me diz que, se não fosse Deus estar servindo para nós como um padrão de moral a ser seguido, nós seríamos capazes até de torturar bebês.

Tudo bem. Imagine uma sociedade que, por não “receber a moral” do Deus do Sabino e do Mats, passasse a torturar os seus bebês. Por diversão, ou em algum ritual maluco. Imaginou? Que aparência teriam os membros dessa sociedade? Eu gostaria muito de saber, pois não seriam humanos.

Nós somos o que somos e chegamos aonde chegamos justamente por mantermos certas atitudes ao longo de incontáveis gerações. Proteger, alimentar e amar nossos bebês é apenas uma delas. Se existiu um grupo de hominídeos que não prestava esse tipo de atenção e cuidado às suas crias, ou que as torturava, certamente teve uma taxa de mortalidade infantil que levou essa sociedade à extinção, porque não existe tal coisa entre nós.

Do mesmo modo, uma sociedade que não visse nada de errado em um membro matar outro teria sido extinta. Não é uma imbecilidade pensar que, só depois que Moisés desceu do Monte Sinai com os Dez Mandamentos, as pessoas passaram a considerar o assassinato um ato condenável?


– Caraca!! Lê isso aqui: “Não matarás”…

– Nossa! Que onda, maluco! Não devemos matar…

– Então!!! Miniiiiiiiiiiiiiiiiiiiiino, nem te conto! Tu escapou fedendo, porque eu ia te arregaçar hoje… Tu ia pra vala!

– Sério?! Ha-ha-ha… E eu que tava pensando em matar minha mãe! Sei lá, tipo, hoje é terça-feira… eu tava sem muita coisa pra fazer… Mas não! Seria pecado. Não vamos desagradar a Deus…


A moral é ditada pelas sociedades sim. É o conjunto de pessoas que vivem em sociedade que determina o que é certo e o que é errado; quem tem razão e quem não tem. E isso é lapidado ao longo do tempo e varia de uma sociedade para outra, de forma que a escravatura, por exemplo, é vista, hoje, como imoral (=contrária à moral), mas já foi moralmente aceita, bem como era aceito (e até bem aceito) o relacionamento homossexual na Grécia antiga, que não era sequer tolerado no nosso país e hoje já passou a ser.

Os chineses adoram carne de cachorro e de gato, e os criam para o abate assim como nós criamos galinhas. Matar um cachorrinho para comê-lo é tão bizarro para nós como deve ser bizarro, para os indianos, o que fazemos com as nossas vacas.

Se eu fizer sexo com uma moça de 14 anos, mesmo com o consentimento dela, estarei cometendo estupro, segundo a lei do meu país. E as leis de um povo são feitas por legisladores que refletem a moral da sociedade como um todo. Já em certas tribos, indiazinhas de 8 anos podem fazer sexo naturalmente com os membros mais velhos da aldeia; em outras, os filhos são iniciados na vida sexual pelos próprios pais; no mundo islâmico, uma menina pode ser dada em casamento a partir dos 9 anos, idade que tinha uma das esposas de Maomé… Quem vai dizer o que está certo e o que está errado nisso tudo? Deus? Não. É a sociedade de cada um.

Deus, mesmo se existisse, não poderia ser considerado um padrão confiável, pois não mantém seu ponto de vista. Cria a humanidade e se arrepende de tê-la criado (Gênesis, 6:6). Decide exterminar todo mundo e se arrepende de ter tomado essa decisão (Gênesis, 8:21). Cria leis que ele mesmo diz que não se deve seguir (o descanso sabático: Deus manda matar a pedradas quem trabalha no sábado e, depois, como Jesus, diz que as coisas não são bem assim…). Se os crentes chamam isso de padrão, eu queria saber o que eles considerariam “falta de padrão”.

Cada sociedade é que determina o que é moral e o que é imoral. Mas existe uma “moral comum”, a que nos impediu de nos autoaniquilarmos como espécie. A moral intrínseca à humanidade, como respeitar a vida, a família e a propriedade do outro. Se alguma vez existiu uma sociedade que considerava moralmente aceito matar outro indivíduo, ou torturar bebês, foi extinta, levando consigo seu senso de moral inviável. Tão inviável que não restou nenhum deles para contar a história.

Essa moral comum que conhecemos hoje como humanidade é a que “deu certo”, a que permitiu que continuássemos existindo.

Deus, como sempre, só apareceu bem depois.



A Teologia dos Filósofos Gregos e a Teologia Cristã

Capitulo 1

  1. A palavra “teologia” significa pensamento a respeito de Deus. Em grego, logos de theos. O termo carrega em si a contradição fundamental de tratar logicamente o deus que, em princípio, não cabe na lógica. Por outro lado, nem sempre se pensou em deus ou nos deuses de maneira lógica. Os responsáveis pelo encerramento do pensamento a respeito da divindade em termos lógicos foram os filósofos gregos. E, em última análise, foi a metafísica que se fez teológica fazendo ao mesmo tempo que a teologia, conseqüentemente, se fizesse metafísica. Assim, metafísica e teologia fazem parte da mesma loucura da razão.
  2. Desde que se tem notícia da existência humana, sabe-se também que há pensamento. Mas nem sempre houve filosofia ou metafísica. O pensamento humano parte, obviamente, do humano. É o homem que se pensa a si mesmo antes de qualquer outra coisa. E começa a pensar como se fosse criança, inventando histórias, dançando e cantando enquanto se refletia e se interpretava na poesia. Como criança, também se maravilhava ao se dar conta de que existia sem saber porquê. E, mais ainda, não conseguia dar as razões do brilho das estrelas, do movimento das coisas nem das genealogias. E assim nasceu o mito. Aristóteles dizia que “o mito se compõe de maravilhas” (Metafísica, I, 2, 982 b).
  3. Dizem os historiadores que os gregos conheciam as civilizações orientais por meio do intercâmbio comercial. Teriam aprendido com os caldeus, egípcios e fenícios ciências como a geometria, a aritmética e a astronomia. Também se deixaram influenciar por seus mitos e poemas. Heródoto conta que os gregos aprenderam com os babilônios o uso do quadrante solar. A contribuição dos gregos ao pensamento antigo foi a lógica, em sua forma científica. Não quero dizer com isso que os pensadores mais antigos não tivessem percebido a necessidade de certas generalizações e da formulação de conceitos. Mas seu pensamento preferia as formas míticas às científicas ( no sentido atual do conceito). Segundo Rodolfo Mondolfo, os orientais estabeleceram certo programa para o futuro desenvolvimento do pensamento grego. Vieram deles as seguintes idéias: (1) unidade universal, baseada na idéia de unidade divina; (2) cosmogonia, representando a passagem do uno universal para a distinção dos seres; (3) o processo cosmogônico destinado a explicar a origem e desenvolvimento dos seres; (4) sentido de harmonia na natureza responsável pela união de todos os seres; (5) necessidade da lei capaz de governar todas as coisas e, (6) dualismo entre corpo e alma. (cf. O pensamento antigo, v. 1, p. 11).
  4. O pensamento humano começou a se estruturar por meio do mito. O mito narrava as experiências humanas a partir do relacionamento do corpo com a natureza. Oscilava entre o que se passava dentro do corpo e fora dele. Nossos primeiros ancestrais expressavam-se por meio da arte. A arte, pois, antecede o mito. É provável que as primeiras manifestações culturais tenham sido o canto e a dança. Canto e dança são fundamentalmente expressões do corpo. Daí, passa-se ao desenho e às pinturas. O corpo que dança no espaço livre também desenha e pinta. E o faz utilizando referenciais humanos.

A sociedade torturadora de bebês

0831738

Sabino (autor do blog A Lógica do Sabino) é a prova viva de que inteligência e religiosidade não são, necessariamente, atributos incompatíveis. Suponho eu que seja ele, também, uma pessoa muito decente e boa. Tão decente e tão boa a ponto de nunca pensar em cumprir todas as ordens do Deus esquizofrênico que ele diz seguir. Quero crer que Sabino nunca reuniria uma turba de cristãos para apedrejar até à morte um homem que estivesse trabalhando no dia de sábado, por exemplo. E quero crer, também, que ele deve ter uma boa desculpa para não fazer isso, visto que foi o próprio Deus que deu tal orientação [Números 15:32-36].

Um bom motivo para o Sabino não seguir essa ordem maluca do Deus cristão é o fato de que, se o fizesse, ele seria preso por formação de quadrilha e homicídio triplamente qualificado. Isso me parece um bom motivo, mas, recentemente, ouvi outro de um teólogo:

“Os autores dos livros sagrados não psicografaram a Bíblia. Foram inspirados por Deus a escrever os textos, daí terem colocado neles suas limitações intelectuais, seus costumes e sua moral.”

Como já escrevi em outros posts, o crente segue certos versículos bíblicos à risca, como se fossem uma verdade incontestável e imutável, a letra fria da lei, a palavra viva do seu Deus; já outros versículos (quando não livros inteiros, como o de Jó) são considerados alegóricos ou poéticos; e outros tantos eles dizem ser relacionados apenas à época em que foram escritos, sem efeito nos dias de hoje. E acho que muitos dão graças a Deus por isso, porque aquele papo de Jesus Cristo de ter que se desfazer de tudo e sair por aí pregando o Evangelho para ser salvo seria algo que eles não iriam dar muito crédito mesmo.

— A cobra falante?

— É uma alegoria, Barros… Afffff…

— É pra apedrejar a mulher que trai o marido?

— Não, Barros, isso era o costume da época.

— O dízimo…

— Tem que dar o dízimo sim. É sagrado. Está na Bíblia. E a Bíblia é a palavra de Deus.

Não sei como nunca sugeriram ao Vaticano reimprimir o livro sagrado católico com o texto indicando, em itálico, o que é alegoria, em vermelho, o que não deve mais ser aplicado atualmente, e, em negrito, a palavra imutável de Deus… Acho que ficaria mais fácil assim.

No meu texto A moral de Deus?, Sabino fez um comentário na mesma linha do jogo de palavras de Tomás de Aquino, segundo o qual só se pode atribuir uma gradação a uma qualidade se você fizer referência a um máximo dessa qualidade, que seria, no caso, Deus. Dizemos que alguém é bom, ou muito bom, porque comparamos com a bondade suprema de Deus. (?)

Sabino me questiona sobre o critério que usei para dizer que machismo, sexismo e racismo são atributos deploráveis. Isso me lembra um outro comentário de um conterrâneo do Sabino, o Mats. Ele me disse, certa vez, que, se não fosse Deus, poderíamos fazer qualquer coisa, até torturar bebês, pois não haveria um padrão pelo qual se pudesse dizer que torturar bebês fosse uma coisa errada.

Eu gosto de conversar com crentes. Só me enche de orgulho e alívio por ser ateu. Parece que os religiosos acham que seríamos monstros sobre a Terra se não fosse o Deus deles. Seríamos canibais, estupraríamos as nossas mães, torturaríamos bebês…

Vou me esforçar ao máximo para deixar o meu orgulho ateu de lado e explicar, da forma mais direta possível, por que não precisamos de nenhum deus para sermos bons, por que não é Deus que nos impede de torturar bebês.


[Continua]

A moral de Deus?

ao vivo

Esse vídeo foi sugerido pelo Saracura, agora também autor do blog.

“Cristãos tiram sua moral de Deus, de onde você tira sua moral?”

A pergunta que um dos participantes do debate mostrado no vídeo fez a uma ateia.

Esse reverendo parece estar querendo dar a entender que os cristãos tiram a sua moral de Deus, que os cristãos SEGUEM os “ensinamentos” de Deus, que os cristãos têm Deus como referência de justiça… Sim, aquele Deus racista, chantagista, machista e sexista que não suporta concorrência, que manda invadir países e matar pessoas que não o amem, que manda apedrejar quem desobedecer suas leis, que pode ser atiçado a fazer coisas horrendas pelos motivos mais fúteis:

– Jó não te ama!

– Ama sim.

– Ama não. Ama não. Ama não… mil vezes.

– Ama sim um milhão de vezes!!! Seu feio!

– Ama não um trilhão de vezes!!! Há-há-há!

– Eu vou tirar tudo que ele tem, enchê-lo de pragas até os ossos e você vai ver que ele ainda vai me amar…

– Vixxxxxxxe… manda ver!

O que a gente percebe, felizmente com raríssimas exceções, é que a moral cristã deriva em direção à moral comum à maioria das sociedades modernas, não o contrário. As pessoas não saem mais por aí apedrejando ninguém, nem invadindo países que não têm o Deus cristão como único deus, nem consideram mais a mulher como um “presente” para o homem, para o seu uso e conforto… enfim, tudo o que Deus parece ter “ensinado” ao HOMEM (porque Deus não tratava com mulheres) teve que ser revisto, editado, adaptado. Você não iria querer morar nos países onde isso não aconteceu.

E, aqui, eu queria aproveitar a deixa do post que deveria ter sido do meu amigo Saracura:

Eu acho que muito ateu, vez por outra, se pega de calça na mão frente a uma pergunta capciosa de um crente. Especialmente um que esteja na linha de comando, aquele povo que mantém a máquina girando e os dízimos tilintando nos cofrinhos. Mas isso acontece por dois motivos. O primeiro, porque quem está à frente de uma igreja, mesmo que uma de fundo de quintal, depende de sua eloquência e sagacidade  para manter o circo armado e poder cobrar pelos ingressos. São pessoas inteligentes, escolhidas com bastante critério e frequentemente versadas nos seus mitos e em doutrinas que os sustentam. Além disso, elas têm um arsenal dessas perguntas e “argumentos” (entre aspas mesmo!) que, para elas, servem para ”quebrar as pernas” de qualquer ateu.

De qualquer ateu, vírgula! E é aqui que entra o segundo motivo: a inexperiência do ateu em questão. Se você se viu em maus lençóis com uma pergunta desse tipo, fique tranquilo: experiência não se compra. Um dia você vai ouvir a mesma pergunta (porque o arsenal deles é grande, mas limitado) e vai estar de posse da resposta.

Isso, evidentemente, se você se der ao trabalho de filosofar, de se questionar, de tentar entender a diferença que existe entre ser e achar que é… isso se você se der ao trabalho de fazer exatamente o que o crente é ensinado a não fazer: pensar.

– Cristãos tiram sua moral de Deus, de onde você tira sua moral?

– Senhor reverendo, o que é moral?

Será que o dono do circo saberia a resposta? Será que os que apregoam aos quatro ventos que a moral humana vem da divindade deles sabem o que significa “moral”? Faça um teste. Quando ouvir algo do tipo, pergunte. Você vai ter a confirmação de que o crente parece não estar habituado a pensar sobre a sua própria fé. Nem os que fazem as doações, nem os que recebem, porque estes estão o tempo todo pensando apenas em duas coisas: em como conseguir mais fiéis, e em como desmoralizar os ateus.


GALERIA

Olá.

Atendendo à excelente sugestão do leitor Iori, o blog vai ter uma página com os meus melhores textos.

Está aí acima, na aleta da extrema direita. Uma amostra para os novos leitores, visitantes e para quem quiser relê-los.

Para ver todos os demais textos, agrupados por mês e com um breve resumo de cada um, basta dar uma olhadinha no Purgatório, à esquerda e em cima, aqui na página. Ou escolher fazer a busca por Categorias, na seção de mesmo nome localizada abaixo das carinhas dos leitores, à esquerda e embaixo.

+ AUTORES

escritora

 

O blog vai contar com mais alguns autores. Acho que, assim, vai ficar mais interessante, visto que não terá única e exclusivamente a minha visão das coisas. O autor de cada texto aparecerá logo abaixo do título do post, ao lado da data: Publicado em … Por: …

Convidei também um teísta para publicar suas opiniões aqui; o nosso leitor ADAMANTDOG, mas parece que meu e-mail “Convite” deve ter ido parar na sua caixa de spam, pois ele ainda não me respondeu nem que sim, nem que não. O mesmo para a senhorita NáJung, que também não me respondeu.

Já tive a confirmação dos leitores Despindo Mitos e Saracura, que estão com o blog praticamente desde o início. Portanto, os textos deles estarão em breve por aqui, e os meus, umas duas vezes por semana. Estou escrevendo alguns textos para serem publicados em séries de posts, mas só para o ano que vem. Pretendo, também, voltar a publicar traduções. Daí, com a colaboração dos nossos novos autores, acredito que o blog vá angariar cada vez mais adeptos.

Minha última série de textos conseguiu uma média de quase 500 visitas/dia ao blog. Vale relembrar a todos os leitores que o nosso objetivo não é desevangelizar niguém.  Nós só queremos fazer a nossa parte para tentar fazer as pessoas religiosas não fanáticas pensarem sobre o seu mundo de fábulas. E queremos incentivar os ateus a adotarem a mesma postura: discutir com os não fanáticos de uma forma civilizada e interessante. Fazê-los pensar em seus dogmas e em seus mitos sagrados.

Pensar sobre Deus. O ateísmo é apenas a consequência.

 

The Atheist Experience

Qual a sua prova de Deus?

Qual a sua prova de Deus?

A Insuportável Arrogância do Ser – parte final

Deus existe. Em quais áreas se fundamenta tal afirmação?

Foi assim que o autor começou seu texto. Não é interessante? Você lê uma coisa dessas e espera para ver a afirmação fundamentada, como prometido. Fundamentada em mais de uma “área”, segundo o texto.

Quais áreas?

Na área da lógica. Só que descobrimos que o autor quer vender gato por lebre, pois o que ele chama de lógica é uma opinião pura e simples, sem nada para fundamentá-la além do seu paletó e gravata.

Na área da filosofia, isso se você considerar as opiniões de um único filósofo, aquele ateu que não acreditava em nada (?), como a “área da filosofia”.

Na área da lógica (de novo) “simples e irrefutável” de um outro religioso, Tomás de Aquino, segundo a qual Deus é o máximo de tudo, até do mau cheiro.

Para um pouquinho, peraí, stop! Só um segundo…

Em quais áreas se fundamenta tal afirmação?

É… será que alguém mais consegue enxergar a cara de pau do autor do texto? Será que alguém, além de mim, consegue perceber a forçação de barra para que o bom-senso se dobre para validar a afirmação inicial de que Deus existe? Será que alguém mais percebe o que, para mim, está mais do que evidente? Se não, vou ter mesmo que concordar com a minha mãe, que sempre disse que eu era superdotado.

Para fundamentar sua assertiva em “áreas”, no plural, até aqui o autor usou 3 delas. Isso: três “áreas”.

A lógica (a opinião dele, apenas), a filosofia (a opinião de um filósofo, apenas) e a lógica (de novo) sem pé nem cabeça de Tomás de Aquino.

Então: até aqui, as “áreas” que fundamentam a existência de Deus são duas: a lógica e a filosofia. E isso nessas condições fraudulentas aí, em que se quer rotular a visão de um como a visão de todos; em que o texto de UM filósofo corresponde à “área da filosofia” como um todo. Fraude. Como tudo que envolve Deus.

Se você ainda não sabe, quando estiver defendendo uma posição e ela se sustentar em vários argumentos, deixe o melhor, o mais forte, o mais impactante, por último. E foi isso mesmo que fez o pastor:

E a melhor de todas: simplesmente, porque a Bíblia diz:
“O ímpio, na sua soberba, não investa; “não há Deus” são todas as suas conjecturas”. Livro dos Salmos, 10:4.

“Simplesmente, porque a Bíblia diz”.

Era isso, então. As áreas do conhecimento humano que fundamentam a existência de Deus. Foi preciso usar de desonestidade para apresentar as duas primeiras, a lógica e a filosofia, vendendo gato por lebre, mas, na última, o autor foi honesto: a fé.

E a fé é isso mesmo: enxergar as coisas como a gente quer, entendê-las como melhor nos apetece, e sair por aí divulgando tudo como se fosse a verdade. E, pior, como se fosse a única verdade possível.

FORA DE SERVIÇO

Estou sem condição de escrever o texto prometido pra hoje. Vou ver se durmo direito e escrevo o texto de continuação da série amanhã à noite.

Grato pela compreensão.

Barros

P.S. – Depois leio e respondo os comentários…

[ Deus apareceu pra mim ]

Alta madrugada e eu não consigo dormir. Eu estou com sono. Muito. Mas é só ficar na horizontal que ele vai embora.

Tudo começou por causa da atualização do meu Macintosh — o equivalente do Windows nos computadores da Apple. (Eu sei que dizer que o Macintosh é “equivalente” ao Windows é uma tremenda heresia, mas foi o que veio na hora e eu não estou em condição de primar pelo estilo.

Pois foi. A versão anterior do sistema operacional da Apple era o Leopard. Agora é o Snow Leopard.  Clica aí pra ver que lindo! Meu CD chegou ontem. Instalei. Perfeito. Mas, no backup, eu esqueci de salvar o Microsoft Office que a Apple adaptou para o Mac. Então. Estou com meu Mac novinho com o melhor sistema operacional que existe, mas sem o Word. Um vício.

Que jeito? Encomendar o programa ou baixar um pirateado. Mas eu nunca uso software pirata. Nunca. Nada pirata. Mas eu fiquei sem o Word. Meu Mac novo sem o Word. Encomendar, esperar, instalar… dias de espera. Eu queria usar hoje. Eu falei: vício.

Lá vai o Barros pra Internet procurar uma versão pirata…

– Barros… rapaz… [essa aqui é a minha consciência] Você não é disso. Encomende o software. Espere. Não faça isso.

Daí, já viu: eu sempre sigo minha consciência. Desisti e fui pra cama. Devia ser umas 21:40.

Foi aí que começou. Eu não conseguia pegar no sono. Ficava pensando que podia baixar da Internet o pacote da Microsoft; ficava ponderando que podia muito bem esperar até o original chegar pelo correio; ficava furioso com o meu próprio descuido em não ter salvo o troço todo no backup… e perdi o sono. Voltei pro Macbook pra, definitivamente, baixar o programa pirata, mas, quando eu acordo, minha consciência acorda junto:

– Barros… rapaz…pirata não… você não é disso…

Então eu voltava pra cama e começava tudo de novo. Até que, depois de muito puxa-encolhe, eu  consegui pegar no sono, mas pra acordar, logo em seguida, com uma pessoa batendo levemente na minha cabeça com o que eu identifiquei depois ser um CD novinho com o programa da Microsoft que eu queria. Era Deus:

– Acorda vagabundo! — ele falou num tom bem parecido com o de um policial.

– Vagabundo o caralho, seu filho da puta!! — eu berrei. Até então, eu já tinha notado que não era um policial (obviamente, senão teria acordado mais calmo), mas não sabia que era Deus.

Na verdade, não sei como descobri que era Deus, mas era ele. Isso ficou bem claro alguns segundos depois, enquanto eu o encarava com a maior cara de “Me fudi” e enquanto ele me encarava com a maior cara de “Se fudeu”.

Pois é. Deus estava lá, na minha frente, segurando o CD de instalação do Word pra Mac.

– É original? — eu perguntei. Não sei se alguém concorda, mas essa não parece ser uma pergunta muito inteligente para se fazer ao criador do universo.

– Barros, Barros… — Deus falou meu nome duas vezes: não era um bom sinal… — Eu sei o que você está pensando…

– Eu duvido.

Aqui Deus riu. Um bocado.

– Você está pensando: “Será que ainda há tempo?”.

– Tempo pra… quê?

– Para ser salvo, Barros. Salvo!

– Hehehehe… — eu sorri pra Deus. Um sorriso meio que forçado, mas sorri. — O senhor, digo, o Senhor é muito sabido: era isso mesmo.

– E então? … …

– E então o quê?

– Vai ficar aí calado com essa cara de bunda?!

Aqui eu tive que rir:

– Mas o que é pra fazer?

– Faça uma pergunta, seu jumento! Você não tem nada para me perguntar?

– Esse CD é original?

Deus não respondeu, eu acordei e não consigo mais dormir. 02:55 a.m.

( Você quer ser um Patrocinador? )

Como todo mundo sabe, Deus é tudo de bom, muito mais poderoso do que o Super-Homem e tal. Mas não move uma palha para ajudar suas incontáveis igrejas aqui na Terra. Ele, que tudo controla, não se dá nem ao trabalho de desviar os raios das suas edificações, que são os seus templos sagrados. E haja para-raios pra espetar nessas igrejas todas!

Pois bem, como Deus é duro, o missionário R.R. Soares não faz cerimônia para pedir ajuda terrena mesmo. São os “patrocinadores”.

– Deus chamou você para ser um patrocinador?

Se sim, se Deus chamou, é só fazer um sinal, que, nessa hora do culto, a igreja fica coalhada de “obreiros” (pelo menos é a terminologia da IURD) com as mãos repletas de boletos do Bradesco. Enquanto o pessoal é, digamos, estimulado a pegar uma fichinha de depósito daquelas, o R.R. Soares sempre apresenta alguma coisa. Ontem ele convidou os que já fazem contribuições regularmente a darem algum “testemunho” (outro termo técnico muito usado) de como Deus estaria “operando” (mais um) nas suas vidas, tipo assim, para motivar futuros patrocinadores, já aproveitando que os boletos estavam ali roçando as caras deles.

O que me chamou à atenção foi logo no primeiro depoimento. Um casal de idosos. Só a mulher falou. E falou sobre o MILAGRE que Deus tinha operado na vida dela e do marido. O missionário ficou muito alegre e pediu para que ela divulgasse o tal milagre. A senhora disse que o marido apresentou um problema muito grave no coração. Foi socorrido a um hospital, onde passou por tratamentos intensivos, medicação constante, atenção médica, exames e tal. No fim do relato, que me deixou certo de que eles dois devem ter um ótimo plano de saúde, a velhinha revelou o milagre:

– Depois de 12 dias no hospital, ele está aqui.

Ok. Eu não posso ser tão burro assim. O “ele”, obviamente, é o marido. O velhinho. A prova do milagre. Quando ela completa “ele está aqui”, está apenas se valendo de um eufemismo, ou seja, ela quis dizer: “ele ainda está vivo”. Isso. Vivo, depois de ter tido um problema grave no coração. Depois dos 12 dias de internação e cuidados médicos especializados. Pois é. Não parece que tá faltando alguma coisa? Eu, pelo menos, não consigo achar onde aquela senhora escondeu o milagre que fez o R.R. Soares pedir palmas para Jesus.

Se alguém puder me explicar… Eu também quero aplaudir.

Amanhã à noite continuo com a parte 4 da série A Insuportável Arrogância do Ser.

A Insuportável Arrogância do Ser – parte 3

Pela lógica simples e irrefutável da “4ª Via” de Tomás de Aquino, em sua Suma Teológica I, q.2, a. 3.):


“Verificamos que alguns seres são mais ou menos verdadeiros, mais ou menos bons, etc. ora, diz-se o mais e o menos de coisas diversas segundo a sua aproximação diferente de um máximo. Existe, pois, alguma coisa que é o mais verdadeiro, o melhor, por conseguinte, o mais ser. Ora, o que é o máximo num gênero é a causa de tudo que pertence a este gênero. Existe, portanto, um ser que é para todos os outros causa de ser, de bondade, de perfeição total, e este ser é Deus”.

Misericórdia! Esse “argumento” bobo certamente encontrou algum respaldo no tempo em que viveu Tomás de Aquino. Mas, tudo bem, vamos lá (de novo!).

“Verificamos que alguns seres são mais ou menos verdadeiros”. Hein? Alguns seres?… O que diabos ele queria dizer com isso? Quem decide que algo é “um ser” e quem dá a gradação de que “esse ser” é  verdadeiro ou não?

Pior. Em se tratando de “mais ou menos verdadeiros”, quem atribui as percentagens? Lobisomem? Ah, deve ser uns 10% verdadeiro só. A fada Sininho? Uns 2%. O Abominável Homem das Neves? Uns 66% verdadeiro.

E, para fechar à força o seu raciocínio sem pé nem cabeça, ele faz um link insustentável entre “ser” e atributos humanos, como bondade e perfeição. A bondade, que alguém poderia classificar como ocorrendo em maior ou menor grau em outros seres, só pode ser assim entendida se existir o máximo de bondade, que seria, então, Deus (“o mais ser”). E isso é uma “lógica simples e irrefutável”?

Não. Isso é apenas o desespero comovente do cristão, do crente em Deus, que não vendo o objeto de sua adoração em lugar nenhum, procura encontrá-lo num jogo de palavras.

A Insuportável Arrogância do Ser – parte 2

[Continuando...]

O texto original está em azul.

O filósofo (não cristão) Antony Flew, em seu livro Um Ateu Garante: Deus Existe – As provas incontestáveis de um filósofo que não acreditava em nada, pg. 21:

Vai ser a minha prioridade 01, assim que fixar residência novamente: ler esse livro, que tem um título tão chamativo (Um Ateu Garante: Deus Existe), obviamente visando boas vendas (dinheiro, como sempre), e um subtítulo tão imbecil (“…um filósofo que não acreditava em nada”).

Só porque alguém se diz ateu, ou seja, declara-se como não crente, que é aquele que acredita em Deus ou deuses, não significa que não acredite em “nada”. Isso está me cheirando a jogada de marketing pura e simples. Da editora do livro. Um filósofo mesmo não teria concebido uma frase tão boba.

“Ah, eu sou crente. Acredito em Deus. E você é ateu, não acredita em nada.”

Só mesmo uma pessoa religiosa, cega pela vontade desesperada de que seus mitos sejam verdadeiros, seria capaz de não perceber a falta de coerência nessa declaração. Um ateu é aquela pessoa que não acredita em Deus, mas Deus não é tudo o que existe para se acreditar. Eu, por exemplo, acredito que o mundo seria um lugar infinitamente melhor para se viver, se as pessoas esquecessem essa tolice de Céu e de Inferno em uma outra dimensão e passassem a se concentrar nessa dimensão e nesse mundo, tentando viver sua única vida da melhor forma possível. Eu acredito que, se o dinheiro dos nossos impostos não fossem parar nos bolsos dos nossos políticos e seus comparsas, nós estaríamos vivendo num dos melhores países do mundo. Eu acredito que a Stefane Brito só casou com o Alexandre Pato porque não teve o prazer de me conhecer…

Eu não acredito em Deus, deuses, santos, vampiros, coelinho da Páscoa, unicórnios, etc. Mas acredito em muitas outras coisas. E se alguém te disser que quem não acredita em Deus não acredita em nada, desconfie de tudo o mais que vier desse alguém, porque ele, apenas nessa assertiva, já deu provas de sua incrível capacidade de não enxergar o óbvio.

“Se querem desencorajar a crença em Deus, os autores populares devem fornecer argumentos que sustentem suas opiniões ateístas.

Ah, tá legal. Eu digo pra você que a 800 mil anos-luz da Terra há um planeta igualzinho ao nosso em quase tudo, exceto pelo fato de que as árvores frutíferas dão duas frutas diferentes de uma vez só. Por exemplo, um cajueiro, além de caju, dá também abacaxi. Aí, quando você me questionar como diabos eu sei disso, eu digo que é você que tem que sustentar a opinião de que eu estou delirando. Muito prático, quando se trata de religião, visto que o Céu e o Inferno ficam em outra dimensão, muito além de 800 mil anos-luz.

Os evangelizadores ateístas de hoje nem tentam argumentar em defesa de suas idéias.

(Pausa para dar uma boa gargalhada.)

Mas alguém me aparece falando de um Reino Celeste (?), numa outra dimensão, onde há um Paraíso, onde as pessoas viverão eternamente, onde nada será como é aqui; onde não haverá morte nem sofrimento; onde as pessoas viverão sempre em paz, num corpo glorificado (?); onde tudo será perfeito e eterno, e eu é que tenho que argumentar em defesa das minhas (Minhas?) ideias?

Em vez disso, voltam seus canhões para as conhecidas crueldades cometidas ao longo da história das principais religiões. Mas os excessos e as atrocidades da religião organizada não têm nenhuma relação com a questão da existência de Deus, assim como a ameaça de proliferação nuclear não tem relação com a questão E = mc2″

Que lástima! Os argumentos do autor do texto são tão toscos que dá até vergonha perder tempo contestando.

Einstein nunca incitou ninguém a usar suas teorias científicas para o aniquilamento de outras pessoas. Deus, segundo consta da Bíblia, agiu diferente: “E entraram na aliança para buscarem o Senhor Deus de seus pais, com todo o coração, e com toda a sua alma; E de que todo aquele que não buscasse ao Senhor Deus de Israel, morresse; assim o menor como o maior, tanto o homem como a mulher.” (2 Crônicas, 15:12-13) Veja outras pérolas Aqui.



A Insuportável Arrogância do Ser – parte 1

Abaixo, a primeira parte dos meus comentários sobre os argumentos (?) presentes no link fornecido no post anterior,Deus existe!“. O texto original está em azul:

Deus existe (Depois que a gente aprende, descobre que pode falar  qualquer coisa, né? Minha sobrinha de 2 anos já fala que é uma beleza. Falar é muito fácil mesmo.). Em quais áreas se fundamenta tal afirmação?

Na lógica (e na refutação da lógica inválida) (Ah, Ok. Deixa ver se eu entendi: o autor vai fundamentar a existência de Deus usando a lógica e vai mostrar que a lógica que diz o contrário, ou seja, que Deus não existe, é inválida. Legal. Gostei desse cara.)

No fato de que uma eventual (o que é muitíssimo improvável) confirmação do evolucionismo  –  que tem levado inúmeras pessoas ao ateísmo — não é suficiente nem necessária à refutação do cristianismo. É, logicamente, irrelevante!

Começamos muito mal.

O papa-dízimo, digo, o autor disse que pretendia fundamentar sua declaração acerca da existência de Deus se valendo da “lógica”, entretanto, (Por que será que eu não estou surpreso?) o argumento que encabeça o seu raciocínio é uma opinião pura e simples: “no fato de que uma eventual … confirmação do evolucionismo … não é suficiente … à refutação do cristianismo”. Isso anda longe de ser lógica. Das duas uma: ou ele não sabe o que é lógica, ou sabe, mas também sabe que a quase totalidade dos seus leitores não sabe, e que eles comprariam facilmente o gato pela lebre.

É por isso que você nunca vai ver um pastor, pregador, padre, mulá, etc., que não tenha a eloquência como uma de suas habilidades mais apuradas. Percebeu que eu não escrevi “que não tenha o dom da eloquência”? Justamente por causa da palavra “dom”. O que seria mais provável: Deus dar o dom da eloquência aos seus pregadores, ou a indústria religiosa recrutar justamente os mais hábeis na arte da oratória para convencer as pessoas que precisam encher seus cofres? Que tal um que vende uma simples opinião como “lógica”? Será que alguém assim se daria bem como pastor, como pregador? Certamente. Essa mágica com as palavras é indispensável para aqueles que vendem terrenos no Céu.

Bom, como o pessoal que faz as doações não sabe, e como os que sabem não querem comprar briga com ninguém, a Teoria da Evolução é uma “teoria” justamente porque o Evolucionismo tem se confirmado desde que Darwin publicou seus estudos. Caso contrário, se não tivesse obtido confirmações, essa teoria já seria peça do museu da ciência. A teoria de Darwin apenas não é uma lei, assim como a Lei da Gravidade, porque, para se tornar lei, uma teoria tem que “prever” ocorrências futuras observáveis. Se eu digo que meu lápis vai cair se eu largá-lo no ar, por conta da ação da gravidade, e se isso realmente ocorre, a teoria que explica a gravidade passa a ser lei. Dá para fazer algo parecido com a Teoria da Evolução, mas alguém vai ter que esperar uns bons milhões de anos para ver o resultado. Se o teu Deus só te deu bateria para durar um século, paciência.

Outro tiro no pé que mostra o engodo que foi rebatizado como lógica: “…evolucionismo – que tem levado inúmeras pessoas ao ateísmo…”

Isso é apenas outra opinião! O pastor da igreja Não-Se-Esqueça-de-Fazer-Sua-Doação fez, realmente, uma pesquisa para saber o que levou os ateus a se tornarem ateus? Não! Quando ele diz “inúmeras pessoas”, está querendo dizer que são muitas, e que ele tem o número, porque ele fez a tal pesquisa, mas apenas não quer registrar esse resultado palpável do seu argumento? Não! Ele não fez pesquisa nenhuma e a “lógica” que ele está querendo empurrar é essa: “Eu acho que as pessoas se tornam ateias porque dão crédito à teoria científica do Evolucionismo, que põe por terra o Criacionismo”. Sem tirar nem pôr. Ele não tem nenhum dado real sobre o que está falando; está apenas expressando a sua visão tendenciosa das coisas e esperando que o seu terno e gravata e o seu ar pseudoprofessoral sirvam para convencer as pessoas  simples de que ele está com a verdade do seu lado.

A existência ou não de Deus não está atrelada à refutação ou validação das descobertas de Darwin. Se, amanhã, a Teoria da Evolução fosse, de repente, definitivamente refutada (isso, sim, muitíssimo improvável), eu continuaria sendo um ateu tão convicto quanto sou hoje. O Deus cristão é muito mais do que apenas o “fazedor da vida”. Ele criou não só a vida, como criou tudo o que existe; ele atende preces, opera milagres, protege seus filhos de perigos; ele tem um plano; ele escreveu um livro que deveria ser o suprassumo da perfeição, etc., etc., etc. E nada disso tem o menor fundamento, muito menos a mais microscópica das evidências.

Se a teoria de Darwin fosse refutada e voltássemos à estaca zero sobre o surgimento da vida não mudaria nada acerca da fantasia da Criação. O fato de “não se saber” como a vida surgiu não evidencia que “só pode ter” surgido de Deus.

Essa é a “fraude” que o Homem do Boleto quis empurrar como “lógica” no seu primeiro argumento.  Mas isso é tão somente uma evocação do Deus-da-Ignorância tão cultuado pelos cristãos e religiosos em geral. Eles exultam com as lacunas do conhecimento e com os inevitáveis erros da ciência, como se pensassem: “Há-há-há, a resposta deles está errada: então fica valendo a nossa!”.

E isso é a quintessência da imbecilidade humana.

Deus existe!

Finalmente alguém descobriu como provar a existência de Deus:

http://artureduardo.blogspot.com/2009/10/existencia-de-deus.html

Faço meus comentários na próxima semana, depois que me recuperar desse choque, quando, também, farei um texto de despedida encerrando o blog, visto que Deus existe mesmo. Não é uma ilusão.

 

 

Pelo sim, pelo não…

 

fé e balas

 

 

A foto acima foi enviada pelo leitor Stranger in a Stranger Land (?) rssrs e é uma prova inequívoca de que o crente não enxerga mesmo a realidade das coisas. Ou (o que acho mais provável) até enxerga, mas prefere brincar de faz de conta.

Eu deletaria esse blog amanhã e me converteria novamente ao catolicismo, me internaria num mosteiro, iria passar o resto da minha vida adorando o Deus cristão se o representante nº 1 dele, aqui na Terra, tivesse algum tipo de proteção divina, porque, como sentenciou, certa vez, o filósofo Danilo Gentili, “Se Deus não protege nem o papa, eu, então, tô fudido, né?“.

 

Evidências de Deus

evidências

Acho que todo ateu recebe os mesmos tipos de e-mails que eu recebo: aqueles que foram concebidos para provar a existência de Deus. Se os crentes não estivessem já completamente drogados, eles poderiam facilmente perceber a farsa em que estão metidos, justamente analisando esses tipos de “provas”.

Essas “evidências” deveriam disparar nas mentes humanas, isso sob CNTP (= condições normais de temperatura e pressão), um alerta, um sinal de perigo, um aviso de que alguma coisa está muito, mas muito errada! Mas, quando o cérebro de um ser humano é programado para ver certas coisas e, pior, admitir certas coisas, esse alarme deixa de funcionar.

Uma amiga me mandou um e-mail com uma apresentação em PowerPoint em que você podia comparar a Terra com o Sol e com os outros planetas; depois o Sol com outras estrelas; e, à medida que os slides vão passando, você começa a notar que a Terra some na imensidão do sistema solar, que o Sol some na imensidão da Via Láctea, e que a Via Láctea desaparece no meio do nosso pequeno universo conhecido. Ao fim da apresentação, a frase: “Viu só como é grande o nosso Deus?” Não, eu não vi não.

Minha irmã me mandou uma outra apresentação em que se tomava conhecimento da seguinte história:

“Em 2001, um empresário americano, de férias em Jerusalém, tenta comprar algo para comer numa padaria em que a fila está muito grande.  Ele faz uma cara de desolado por ter que ir lá para o fim da fila quando, de repente, um judeu, que era o próximo a ser atendido, deixa o ‘gringo’ entrar na frente dele. O empresário, então, compra o seu lanche, agradece a gentileza do desconhecido e vai embora. No momento seguinte, a padaria sofre um atentado à bomba e o americano percebe que, se não fosse pelo judeu, ele ainda estaria lá dentro. Com esse pensamento, ele volta correndo ao lugar da explosão para ver o que teria acontecido com o homem que havia lhe cedido o lugar.

“Ele o encontra; gravemente ferido, mas vivo. O empresário encontra-se com o filho do judeu, deixa seu telefone e se compromete a prestar todo auxílio financeiro que for preciso para que o homem que talvez lhe tenha até salvo a vida se recupere dos ferimentos.

“Na manhã do dia 11 de setembro, quando estava se aprontando para ir trabalhar no World Trade Center, seu telefone toca. Era o filho do judeu dizendo que precisava que o pai fosse levado para os Estados Unidos para se submeter a uma outra cirurgia. O empresário garante que será tudo providenciado e que entrará em contato com o cônsul americano em Israel. Em virtude disso, ele resolve não ir trabalhar naquele dia e escapa do ataque às torres gêmeas.”

O slide final tenta empurrar goela abaixo dos menos avisados uma mensagem grotescamente sem sentido: “Viu só como um ato de amor é recompensado por Deus?

Hein?!

O e-mail de Deus e o Barbeiro. Acho que todo mundo já viu esse. Há mal e sofrimento no mundo porque as pessoas não procuram Deus, assim como há cabeludos porque não procuram o barbeiro. Essa comparação tola, além de tola, é totalmente infundada. Ela só faz sentido nas mentes já condicionadas para crer; só encontra respaldo na cabeça daquelas pessoas que dizem não ser por isso, mas que têm sua crença montada numa “troca interesseira” com a divindade: “Eu te amo, Senhor, e o senhor me enche de presentes“.

Não é o barbeiro que tem um plano para a vida dos cabeludos, nem, muito menos, é ele que, eventualmente, rejeita cortar o cabelo de um suposto cliente em benefício desse plano. Não fosse isso, você teria que ter, obrigatoriamente, todos os crentes em Deus vivendo uma vida tranquila e confortável.

E o caso do bebê que rolou com seu carrinho para debaixo de um metrô e saiu ileso? “Foi Deus!! Foi Deus!!

O crente não entende como nós, ateus, não percebemos esse tipo de evidência. Em contrapartida, ele também não nota que “escolhe” o que considerar como evidência. E escolhe “quando” considerar uma evidência.

Minha proposta é a de se questionar o emissor de tais “propagandas” sobre coisas que ele, inadvertidamente, digamos, deixou passar.

OK. De onde você tirou a conclusão de Deus ser tão grande? De sermos nada quando comparados com o universo? De sermos insignificantes diante de toda a matéria e espaço que está, esteve e estará, para sempre, muito além do nosso alcance? Você está dizendo que Deus “criou” tudo isso apenas como um “background” para a sua obra-prima microscopicamente infinitesimal?

Perto de três mil pessoas morreram nos atentados de 11 de setembro de 2001 e Deus só se preocupou em salvar um furador de fila?

Se aquele bebê tivesse morrido esmagado pelos trilhos do metrô, você consideraria isso como prova de quê? De que o Diabo existe? De que Deus queria ter salvo a criança, mas o Diabo não deixou?

Acho que o único remédio que temos contra essa doença chamada religião é o de tentarmos fazer com que essas pessoas pensem.

Que pensem. É isso — e só isso — o que está ao nosso alcance. E, assim, esperar que elas possam sentir um sinal interno de alerta dentro dos seus cérebros toda vez que pararem para analisar as diversas “provas” da existência de Deus.